Paraúna – A Capital Arqueológica do Brasil...






(O biólogo e pesquisador Maurício Tovar acredita que o vale da portaria foi povoado por uma colônia pré-incaica)
Antônio Carlos Volpone para o DM revista
Há mais de trinta anos que os diversos sítios com formas redundantes em pedras e belezas exóticas situadas no município de Paraúna são alvo de inúmeras reportagens em diversos jornais e telejornais do país.
                O pesquisador Mauricio Tovar lembra que em 1977 os repórteres do programa Jornal Hoje (Veiculado na época) da rede globo de televisão foram até Paraúna acompanhando o escrito e pesquisador Alódio Tovar, autor do livro “O Enigma de Paraúna” para mostrar ao Brasil as belezas naturais das Galés e da Ponte de Pedra; o Vale da Portaria com sua enigmática serra; a Muralha de dezenas de kilometros que se estende pelo vale e as estranhas construções em pedra da Serra da Arnica.
                As Galés são um conjunto de construções de blocos de arenito desgastados por processos de erosão eólica. Ali pode ser observada uma série de figuras em pedras, tais como a tartaruga, o cálice, a índia com seu filho e a lagartixa. As forças vivas da natureza agiram como a mão de um artista e produziram esta maravilha que instiga a imaginação do visitante.
A Ponte de Pedra é um local de beleza singular, pois ali, o rio que recebe também esse nome desaparece em seu leito natural e penetra num túnel para posteriormente voltar ao seu curso após percorrer cerca de cem metros. No local existe uma galeria repleta de estalactites e estalagmites azulados sendo uma paragem excelente para o descanso e a reflexão.
                A muralha do Vale da Portaria é uma construção definitivamente artificial, diz Tovar, e apresenta um padrão de construção que lembra as muralhas existentes nas proximidades do Rio Santa, onde floresceram as primeiras culturas pré-cuzquenhas, portanto, podem ter conotação com a civilização Inca.
                Complementando o Vale da Portaria encontra-se a Serra da Portaria que possui este nome porque nela foram identificados alguns portais em meio ao paredão de difícil acesso. Existem muitas estórias enigmáticas sobre ela que são contadas pelos moradores da região.
                Quando a equipe da rede globo esteve em Paraúna, comenta Tovar, uma geóloga da UNB (Universidade de Brasília), a convite da Globo, esteve no local da muralha que Alódio Tovar havia afirmado ser de caráter artificial. A geóloga não vacilou em afirmar que a muralha era uma construção de caráter humano, pois os blocos de pedra-ferro estavam assentados uns com simetria de cristalização em vertical e outros em horizontal. Ela constatou também que em muitos cortes de encaixamento dos blocos existiam pedras que foram colocadas pela mão humana para sustentar blocos maiores.
                O IBGE também fez referencias a relíquias arqueológicas de Paraúna no Boletim oficial de nº211 de 1969. O boletim se baseou na transcrição das anotações dos estudiosos do centro nacional de pesquisas e culturas que assim pronunciou: “... tudo como se vê, embora em mal estado, comprova plenamente a presença de uma civilização superior a dos nossos índios, mas, inferior a dos Incas.
                Estudioso sobre Paraúna, Maurício Tovar que acompanhou seu pai nas pesquisas por mais de duas décadas conheceu profundamente toda a região, tendo, inclusive e para tal residido na cidade de Paraúna de 1991 a 1993. Naquela época, ele se deslocava para a região do Vale e da Serra da Portaria com colaboradores e equipamentos adequados e permanecia lá por períodos de quinze a vinte dias, monitorando os sítios sempre atento aos detalhes, fotografando e anotando tudo o que observava a fim de obter o máximo de dados para depois conectá-los em um conjunto lógico e coeso de conhecimentos sobre a região.
Na época, conta Tovar, conheceu uma senhora que montava a cavalo e andava sozinha por todos os lados da região – dona Virgilina. Muitos a chamavam de guardiã de serra da portaria. Quando lhe perguntavam sobre as estórias de luzes que eram vistas sobrevoando a serra se aquilo era verdade ou invenção das pessoas ela dizia com seu jeito simples e sincero: “Oia (olha) eu já vi esses aparei (aparelhos) luminosos subindo e descendo a serra muitas veis (vezes), Isso deve ser coisa de americano”. Pela amizade conquistada durante o longo e intenso período que pesquisou em Paraúna, Tovar conseguiu colher também o depoimento dela sobre um estranho fenômeno sonoro vindo da serra. No dizer dela, durante certas noites do mês de julho ela e muitos moradores das proximidades da serra eram surpreendidos por um consistente coro de vozes vindo direto da serra. Quando Tovar lhe perguntou de que jeito era o som, ela respondeu: “é uma cantoria até bonita sô”.
De acordo com o biólogo muitos anos de visitas e pesquisas no local acabaram por produzir um farto material que foi utilizado por Alódio Tovar na elaboração do livro “O Enigma de Paraúna – A face oculta da natureza”. Com este livro e os diversos depoimentos dados para tantos veículos de comunicação de massa, a exemplo da Rede Globo de televisão e, a Rede Eurovisão de Europa, a revista Planeta, revista Manchete, a revista internacional Enigma, o Jornal Diário da Manhã e outros jornais de Goiás e do país. Tovar expandiu a fronteira de Paraúna para alem do município alcançando todo o estado, o país e com certeza absoluta não é exagero dizer que hoje Paraúna é um reduto de dimensão mundial.
Para dar continuidade para o trabalho de Alódio Tovar expresso em seu livro, Maurício utiliza atualmente toda a bagagem obtida nos tempos que acompanhava o Pai. Contando ainda com a colaboração dos membros da ONG Guerreiros da Natureza ele obstinadamente prossegue com as visitações visando a conquista de novas respostas para as mentes que, no dizer dele, sabem que: “há muito mais mistérios entre o céu e a terra do que pode sonhar nossa vâ filosofia”( William Shakespeare).
Para Maurício, um contingente de habitantes da civilização inca se deslocou da região do lago Titicaca ou de Cuzco ate o centro-oeste brasileiro para procurar ouro. Sabe-se, diz ele, que a cultura Inca se expandiu de seus centros civilizados até o Chile e o noroeste da argentina em busca de ouro, portanto não seria impossível que um grupo deles tenha se dirigido para as regiões próximas ao Rio Caiapó no centro-oeste brasileiro, região conhecida desde a época dos bandeirantes como muito rica em ouro. Tovar acredita que o Vale da portaria abrigou uma colônia Pré-Incaica e que na região do vale há inclusive formações piramidais com acabamento feito pelos mesmos construtores da muralha. Essas formações são semelhantes no porte e na forma às pirâmides que correspondem aos túmulos de Vilca-van e Viraraxa situadas nas regiões do grande império Grão-chimu no Peru.
Numa expedição que o biólogo realizou no alto da Serra da Portaria ele observou a presença de certas cápsulas, cujo interior se encontrava um pó amarelo. Recolheu o material e levou para que um geólogo examinasse. Ele franziu a testa e lhe disse: “nunca vi isto, nem ao vivo e nem referencia em qualquer livro”.
A serra da portaria possui esse nome porque nela há vários portais lacrados, entretanto um deles, de difícil acesso, esta aberto. É oval, bem feito e revela uma grande escuridão em seu interior. Trata-se de uma janela de um túnel vertical que é parte de um complexo sistema de galerias.
Tovar colheu depoimentos de antigos moradores de Paraúna que afirmavam que em 1933 um grupo de ingleses chegou à cidade para realizar uma pesquisa arqueológica na Serra da Portaria. Dizem eles que os ingleses descobriram a passagem que liga os túneis a uma imensa galeria capaz de abrigar milhares de pessoas. Comenta Tovar: “tentamos encontrar esta entrada, mas não tivemos sucesso. Se ela existir deve estar soterrada ou se encontra em algum ponto da serra que não foi acessado.”
Paraúna, diz o biólogo, reúne um raro conjunto de belezas exóticas naturais de peças de valor arqueológico e enigmas. Tudo isto coloca Paraúna com um potencial turístico especial. A nosso ver, a região é um extraordinário reduto turístico para o município, o estado e o País.
Continuaremos dando ênfase às pesquisas dos sítios de Paraúna porque muitas respostas advindas poderão ser úteis para descortinarmos a face oculta da natureza e com isto, nos integrarmos mais profundamente a ela.




MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA MISTÉRIOS DA NATUREZA.
http://www.dmdigital.com.br/

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