domingo, 13 de março de 2011

Arquipélago de Galápagos – Monumento planetário em biodiversidade.



Arquipélago de Galápagos – Monumento planetário em biodiversidade
(Biólogos de todos os países do mundo reconhecem Galápagos como um grande laboratório de vida da biosfera.)
            Na plenitude das águas limpíssimas do oceano pacífico, surgiu a cerca de cinco milhões de anos um conjunto de mais de cinquenta ilhas vulcânicas conhecido atualmente como arquipélago de Galápagos.
            Foi nesse local situado a cerca de 800km da costa do litoral do equador que o célebre naturalista Charles Darwin se convenceu definitivamente da existência de um processo evolutivo na dinâmica da vida planetária. Muitas formas de vida existentes no arquipélago são exclusivas do local, haja vista as Tartarugas Gigantes (que são na verdade uma espécie de Jabuti). Tantas peculiaridades certamente alavancaram raciocínios ousados na mente de Darwin, ele teve que romper com certas crenças fixistas que lhe haviam sido imputadas ao longo da vida e sobretudo da sua formação educacional. À época, a concepção fixista e criacionista sobre a origem das espécies norteava praticamente todo o pensamento humano, nas culturas ocidentais.
            Galápagos, pela sua localização afastada do continente americano, sofreu pouco impacto antrópico no século XX, e por essa razão sua vasta e originalíssima fauna e flora constituem um dos maiores tesouros em biodiversidade existentes em Gaia, nosso planeta. Pode ser considerado um imenso laboratório natural onde impera espontaneamente a preservação ambiental e a harmoniosa combinação de fatores bióticos, os seres vivos, e abióticos, não vivos. Entre os fatores abióticos destaca-se a riqueza de nutrientes do solo preto, de origem vulcânica. No ecossistema marinho, uma grande quantidade de nutrientes chega ao plâncton, na superfície do oceano, trazida do fundo do mar num fluxo devido ao encontro de correntes geladas vindas do polo sul com as águas locais de temperatura mais amena.
            Cientistas, turistas e pesquisadores que visitam Galápagos, defrontam-se com inúmeras espécies dali genuínas e relatam que se sentem em outro mundo durante os dias em que permanecem no exótico arquipélago. O Contato com a natureza prística do local, tanto no convívio com ecossistemas terrestres, quanto marinho, contrasta fortemente com aquilo que nossos cinco sentidos costumam captar em outras paragens planetárias. Uma riqueza de aves belíssimas como Fragatas de grande porte, Pelicanos e Albatrozes, conjugada com a fusão azul de céu e mar, compõem um cenário atemporal. Ainda, um grande contingente de Lobos-marinhos e Iguanas que não se intimidam com a presença do homem parece sugerir que não há uma espécie dona do local, apenas seres que ali transitam e usufruem da farta natureza.
            Na delicada teia alimentar presente no oceano pacífico que circunda o arquipélago, operam-se meticulosamente os princípios de transferência de matéria e energia, de modo que a vida estabelece um equilíbrio dinâmico, preservando os representantes de todos os níveis tróficos (produtores, consumidores e decompositores)
            Será que o evolucionista Charles Darwin, protagonista da Teoria da Seleção Natural juntamente com Alfred Wallace, cogitava que o planeta Terra pode ser um grande organismo vivo, tal como admite atualmente a Teoria de Gaia?
            Quando visitou Galápagos em 1835 Darwin, mesmo sendo um observador atento dos detalhes da natureza, desconhecia Genética, Bioquímica e Ecologia. É certo que seu pensamento evolucionista retratado no livro “A Origem das Espécies” tenha influenciado profundamente o pensamento humano, contudo a humanidade atual ainda carece de um arcabouço mais completo e sintético de conhecimentos capazes de destruir as contradições decorrentes do dualismo entre espírito e matéria, auxiliando o homem a conceber e trilhar uma vida em evolução que integre todos os níveis do seu ser.
            O fogo incandescente das entranhas da Terra subiu como lava vulcânica através da cratera do vulcão da Serra Negra, em Galápagos, e numa conjunção com as águas do pacífico foi plasmando através do tempo geológico os ecossistemas e paisagens.
Galápagos é um local carismático, um reduto planetário que se autopreservou e se auto preserva em plana era da degradação. Pode ser considerado um gigantesco laboratório vivo em equilíbrio que está a nos dizer que temos ainda que aprender muito com a natureza para ultrapassarmos a simples intelectualidade que orbita em torno dos propósitos ambientalistas e ecologistas.
            Um tesouro genômico de inestimável valor está resguardado no arquipélago de galápagos. Espera-se que o homem pelo menos opere no sentido de não macular a obra magnífica realizada pelo trabalho de milhões de anos de evolução planetária que resultou nesse magnífico e único berçário onde a vida evolui.


MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA MISTÉRIOS DA NATUREZA.
http://www.dmdigital.com.br/

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