Ecologia e Economia -Unidas Para Nova Consciência Planetária


    Após sua formação, o planeta Terra reuniu condições favoráveis ao surgimento da  biosfera a partir de uma evolução fisico-química, que culminou com a formação de ácidos nucleicos e proteínas. Do início do surgimento da vida-há cerca de 3,4 bilhões de anos- ao  momento atual de sua existência, a Terra passou por várias transformações geomorfológicas. Muitos ecossistemas foram destruídos cedendo lugar a outros que estabeleciam, numa cadeia de mudanças que continua em andamento.
    Não há dúvida de que em certos  momentos de sua história, a Terra passou por variações climáticas significativas em decorrência  das chamadas causas naturais. O ciclo solar, por exemplo, com variações de intensidade do vento solar e de seu magnetismo, interfere natuaralmente no clima terrestre.
    De acordo com a "Convençao Quadro das Nações Unidas para Alteraçõe Climáticas"(C.Q.N.U.A.C.), as chamadas "mudanças climáticas" são atribuídas a atividades antrópicas que de algum modo afetam a atmosfera, como por exemplo a enorme quantidade de emissão de gases de efeito estufa(GEE), decorrentes principalmente de atividades industriais.
    Existem ecólogos que chegam a colocar em dúvida se o aquecimento global é decorrente dessa ação antrópica. Entretanto, a tese mais admitida é que o relevante aumento de temperatura é antropogênico e está se manifestando de forma acelerada no panorama climático do planeta.
    Se tomarmos como base o modeleo de civilização industrial alicerçado no primado do petróleo, e se  considerarmos que os países em desenvolvimento almejam atingir  índices de produção industrial nos patamares dos países desenvolvidos, seríamos como cegos caminhando rumo ao abismo, pois não teríamos matéria-prima suficiente em nosso planeta para atender tal demanda e ainda ampliariamos a carga poluidora em níveis insuportáveis para a biosfera como um todo.
    O grande desafio que se impõe sobre a humanidade desse novo milênio é o desafio que exigirá dela  a integração dos conhecimentos de ecologia e economia, tendo em vista  a melhoria das condições sociais para todos, a preservação ambiental e um desenvolvimento técnico-científico de ponta.
    Uma comunhão de esforços pessoais, não em demanda de interesses pessoais mesquinhos e egocêntricos, sempre movidos pela doença denominada "fantasia da separação", cujo sintoma típico é a ilusão de se sentir um 'ente" a parte do processo, sem nenhuma  correlação com a iminência  do caos, intocavelmente salvo em sua "torre de marfim" - e sim uma comunhão que demande um desenvolvimento sustentável calcado em uma unidade de propósito,que leva em conta a qualidade do ambiente, o investimento em tecnologias apropriadas ao que o ambiente comporta e a justiça social.
    Estudos ecológicos já mostraram que se todos os habitantes da Terra tivessem o padrão de consumo dos europeus ou dos americanos, teríamos que ter de três a seis planetas Terra para atender a demanda de matérias-primas exigidas. Continuar portanto sob a regência do paradigma desenvovimentista desse progresso é caminhar  inevitavelmente para um beco sem saída.
    De acordo com o relatório dos fundos das Nações Unidas, a população mundial deverá em 2050 com mais de 9 bilhões  de habitantes e a estimativa é de que 80% deles estarão nos países etiquetados "em desenvolvimento".Sabe-se que atualmente, mais de 80% de todo o consumo mundial se concentra nos países desenvolvidos,que possuem menos de 20% da população mundial.
    No Brasil, a estimativa é de que a população em meados do século XXI chegue próxima a 250 milhões de habitantes. Atualmente mais de 80% da população brasileira está vivendo nas zonas urbanas, entretanto, uma parte considerável que vivem em cidades menores continuam mantendo suas realções com atividades rurais.
    O Brasil possui uma anatomia geológica e um conjunto de biomas que o colocam em destaque no cenário das nações do mundo devido à sua imensidão de riquezas naturais.Temos abundante reservas de água doce no recente anunciado aquífero "Alter do Chão", o maior do mundo exclusivamente brasileiro. Há também um outro enorme  reservatório natural com sua maior parte no subsolo brasileiro- o Aquífero Guarani, que agora fica em segundo lugar quanto ao volume de água doce que possui. A insolação que atinge o território brasileiro é uma das maiores do mundo - esta energia  poderia estar melhor aproveitada,haja vista a Alemanha, que com muito menos, é o maior produtor(captador e armazenador)de energia solar do mundo , contribuindo significativamente para as crescentes demandas.
    O conjunto de unidades de conservação que existe atualmente no Brasil é da ordem de  setenta milhões de hectares. É necessário que elas sejam preservadas por políticas públicas e adequadas a fim de se tornarem produtivas, gerando novos empregos e recursos próprios para se autopreservar.
    A Ecologia é uma ciência unificadora. Ela estuda a estrutura e a função da natureza a fim  de que o homem possa utilizar de forma racional o conjunto de conhecimentos e possa também construir uma consciência voltada para a cooperação planetária.
    Em um mundo ainda regido pelo signo do "salve-se quem puder", ela insinua- se como pontífice de uma era  ja marcada pela degradação, para uma sensata era - por ora apenas idealizada de solidariedade entre os homens e dele com a natureza. Se o planeta Terra pode ser considerado um grande organismo vivo, como afirma o renomado ecólogo autor da teoria de Gaia, James Lovelock, o hóspedes Homo Sapiens devem se harmonizar com toda a biosfera, pois seus corpos e aquilo que os constituem pertencem ao "todo" desse grande ser.


MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA MISTÉRIOS DA NATUREZA.
http://www.dmdigital.com.br/  

Um comentário:

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