ALTO PARAÍSO NO PLANALTO CENTRAL NA MIRA DOS INTERPRETES DA PROFECIA MAIA

Pirâmide Maia 


             
                Pessoas de todas as partes do mundo não param de chegar a Alto Paraíso no planalto central. A profecia Maia com data marcada para o final de um ciclo evolutivo em 21-12-2012 está tirando o sono de muita gente. A turbulência na economia mundial juntamente com o cenário de mudanças climáticas decorrentes de atividades antrópicas e/ou alterações nas atividades solares reveladas por estudos astronômicos estão turbinando a imaginação daqueles que se fazem interpretes da profecia.
            O assunto está tão em moda que ganhou a tela da Tv globo na sexta feira dia 9, no programa Globo Repórter. Abrigos subterrâneos estão sendo construídos e existem pessoas fazendo estoques de alimentos e de água para um longo período de tempo depois das catástrofes.
            Em diversos países há pessoas deixando para traz seus empregos ou negócios e a vida que levavam, para se dirigirem a redutos, que acreditam que estarão isentos das intempéries que vão assolar o planeta na data profetizada pelos maias. A Chapada dos Veadeiros no planalto central do Brasil é um desses locais. Muitas pessoas que chegam à região dizem ter sido impulsionadas por uma vontade maior do que seus desejos racionais.Céticos a parte,o fato é que pessoas de diferentes culturas e também,de níveis culturais distintos, não param de chegar à chapada, sempre convencidos de que estão aptos a viver em harmonia com a natureza do local, que acreditam, seja altamente energizada. Para esses peregrinos, a energia vibracional da região auxilia no despertamento das faculdades superiores, que geralmente se encontram soterradas pelas pressões do dia a dia alucinante das metrópoles.
            A região da Chapada dos Veadeiros abrange os municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, São João D’Aliança e Colinas do Sul. Destaca-se na região o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Compreende uma área de 65.514 hectares com sua maior parte preenchida por vegetação típica do Cerrado. Cachoeiras com quedas de água que chegam a 120 metros, piscinas naturais com mais de 250 metros de diâmetro e cânions enormes com extensos paredões rochosos são poderosos atrativos para quem está ávido de um contato mais profundo com as energias renovadoras, emanadas pela impoluta e soberana natureza da região.
            A quantidade e qualidade de locais belíssimos que está a disposição dos seus habitantes e visitantes, fazem da Chapada dos Veadeiros uma das regiões mais espetaculares do planeta. Basta lembrar que, em 2009, a National Geografic Adventure, através de uma pesquisa com mais de dois milhões de leitores, apontou o Brasil como o melhor lugar do mundo para o ecoturismo e, é claro, entre os lugares de maior relevância, destacou a região da Chapada dos Veadeiros.          
            Dotada de mananciais de águas limpíssimas, a Chapada é drenada pelos afluentes dos rios Paraná e Maranhão, que mais ao norte irão se incorporar ao Rio Tocantins. Estudos de hidrologia demonstram a total isenção de poluição nas inúmeras fontes de água cristalinas que minam em vários sítios existentes na região.
            Felizmente, grande parte da população de Alto Paraíso parece estar envolvida com a causa ambiental. Provavelmente, um grande contingente de pessoas que hoje moram na cidade ou na zona rural veio das grandes metrópoles para saírem de um modelo civilizatório sustentado por níveis alarmantes de degradação ambiental para viverem de acordo com uma concepção existencial ecológica.
            A influência desses “novos” habitantes acabou favorecendo o florescimento de uma mentalidade geral mais responsável em relação à qualidade e preservação das belezas naturais da região. Muitos grupos, que se enquadravam no passado, nas chamadas “sociedades alternativas”, atualmente, conseguem conciliar a sobrevivência através de atividades relacionadas ao comércio, agricultura, turismo, cultura e ao artesanato com uma nova proposta existencial que coloca como prioridade a necessidade do ser humano se harmonizar com a natureza e consigo mesmo.
            Um personagem bem adaptado em Alto Paraíso, conhecido como Zé Madureira, possui uma grande e farta horta em seu sitio, onde produz hortaliças totalmente orgânicas. Além de usufruir de uma alimentação muito saudável, sobrevive do fornecimento contínuo para vários restaurantes e pousados da cidade. Segundo suas próprias palavras, a horta lhe dá uma sobrevivência digna, e ele se sente muito bem por beneficiar as pessoas com alimentos de alta qualidade. Trabalha com satisfação no manuseio da horta durante algumas horas do dia e, além disso, seu ritmo de vida é muito favorável para a meditação e, consequentemente, harmonização com a natureza revitalizante.
Cachoeira na chapada dos veadeiros
            Para alguns místicos, as pessoas que chegaram de diversos locais do país e do mundo e continuam a chegar, se ajustando rapidamente em novos nichos, são os arautos da uma nova era que está chegando.
            Dentro do conjunto dos muitos locais da região, podemos destacar a Cachoeira do Macaco, a 40 km da cidade de Alto Paraíso, o Morro da Baleia, local muito estimado pelos espiritualistas que o procuram para realizar vigílias noturnas sob o céu estrelado, caminhadas em trilhas, meditações e banhos de hidromassagem natural. O Vale da Lua, lugar exótico que de fato nos faz lembrar uma paisagem lunar, o Salto do Rio preto, próximo ao vilarejo de São Jorge, com sua magnífica cachoeira com queda de 120 metros.
vale da lua-Alto Paraíso-Go
            Além desses locais, podemos citar o Jardim Maytrea, Raizama e as cachoeiras de almécegas I e II. Todos esses lugares parecem exercer enorme fascínio sobre as pessoas, despertando nelas o lado mágico que, na maioria das vezes, já se encontrava soterrado pelas castigantes intempéries impostas pelo ritmo da vida urbana. A Chapada dos Veadeiros impressiona a todos que a visitam não só pela excepcionalidade de sua natureza, mas também pela tangível força mágica que ecoa na atmosfera pessoal, proporcionando às pessoas bem-estar e satisfação por estarem simplesmente celebrando e usufruindo as maravilhas da natureza.

O PLANETA PEDE SOCORRO




                        Na visão do ecólogo inglês James Lovelock o planeta Terra é um grande organismo vivo que expressa em sua biosfera uma fantástica biodiversidade. A Mãe Terra, expressão que passou carinhosamente a ser utilizada por aqueles que despertaram um legítimo sentimento de reverência ao todo da natureza planetária, está passando por um momento de grande turbulência na sua trajetória dentro do tempo e do espaço. Segundo Lovelock, renomado autor da teoria de Gaia, a Terra - um magnífico organismo vivo com manifestações homeostáticas - se encontra num estado análogo ao estado do coma que acomete um ser humano que ficou desprovido da harmonia que rege suas atividades metabólicas.
Infelizmente a grande maioria dos indivíduos que ocupam posições relevantes nas cúpulas do poder, seja da esfera governamental ou não, como por exemplo, no âmbito relacionado ao processo de formação de opinião e sua consequente influência nas mudanças de comportamentos na sociedade, não estão suficientemente sensibilizados com o notório desequilíbrio homeostático do planeta e sua correlação com a enorme instabilidade psíquica e emocional que se manifesta acentuadamente nos homens, no início desse milênio.
            Existem inúmeros dados obtidos através de instituições compostas por especialistas em questões ambientais que sinalizam a preocupante e alarmante situação da Terra em relação aos níveis de poluição decorrente da contemporânea “civilização Industrial”. Um estudo em curso, feito pela entidade ambientalista "GREENPEACE”, mostra que a concentração de material plástico nas águas dos mares já atingiu níveis elevadíssimos. A poluição por plásticos, que era restrita a alguns pontos conhecidos, atualmente, está presente de forma generalizada nas águas de todos os mares do planeta, sobretudo nas zonas de convergência de correntes marítimas.
De acordo com o programa ambientalista das Nações Unidas existem 46.000 fragmentos plásticos em cada 2,5 quilômetros quadrados da superfície dos oceanos e isso representa 70% da poluição marinha por resíduos sólidos. Uma quantidade fantástica de espécies de mamíferos marinhos e pássaros engole estes plásticos, certamente supondo serem alimentos.
Já foi encontrada uma baleia morta com 800 kg de plástico no estômago. Muitos plásticos, como o PVC, possuem o elemento químico estanho em sua composição, sendo esse, extremamente tóxico para peixes, moluscos e outros animais aquáticos
 Dados recentes revelam que no final do século XX o mundo produziu aproximadamente 230 milhões de toneladas de produtos plásticos, cerca de 50 vezes mais do que os números da década de cinqüenta.
            Recentemente, pesquisadores da universidade da Califórnia relataram que três quartos das regiões pesqueiras do mundo estão ameaçados pelo impacto decorrente de atividades antrópicas. Dados da ONU atestam que 80% das espécies de peixes comercializados estão ameaçadas de extinção pela pesca predatória.
            Estudos recentes detectam a intensificação de alguns fenômenos e acontecimentos sintomáticos da proeminente deterioração dos oceanos, causada pela interferência do homem. É o caso de: marés vermelhas frequentes, desaparecimento de mamíferos marinhos, destruição do assoalho marinho, surgimento de zonas mortas e acidificação das águas.
            Sabemos e concordamos com as informações qualificadas que denunciam os danos causados ao meio ambiente e entendemos que são importantes, não apenas para conscientizarem a sociedade e trazerem o tema à pauta, mas também para que se abram caminhos de mobilização social. Com informações seguras é que surgem cobranças populares solicitando das instituições de direito público e privado o cumprimento de determinações previstas nas leis ambientais. Da mesma forma, vêm cobranças sobre legisladores para que criem novas leis que de alguma maneira contribuam para a proteção e preservação da natureza. Assim, semeia-se melhor qualidade de vida para todos.
             Entretanto, ousamos afirmar que somente uma profunda mudança na estrutura de consciência do ser humano poderá encaminhá-lo a um novo modo de ser e de agir, e consequentemente de resgatar o equilíbrio com Gaia.
            A sociedade reflete tal qual um espelho, os indivíduos que a compõem. Nós não somos observadores as margens do caminho. Não somos meros espectadores da história, somos os protagonistas dela. Somos o mundo. Se não houver, portanto, uma mudança na estrutura interna de cada um de nós, é provável que o homem aumente ainda mais as suas neuroses e continue a expressar interesses egocêntricos pautados por uma visão unilateral e por ações fragmentadas.
             Notícias envolvendo danos ambientais circulam todos os dias no mundo. Nos ambientes acadêmicos, ecólogos possuem modelos de desenvolvimento sustentável. Pessoas de todas as classes sociais rodopiam em torno do tema, porém, a compreensão apenas intelectual não será suficiente para restaurar a harmonia do homem e da Terra. Podemos mudar o foco da nossa visão, mas, para tanto, temos que adquirir uma verdadeira comunhão com a natureza, porque é graças a Gaia (Terra) que estamos manifestando as nossas existências individuais.
            Tivemos nossa gestação no organismo materno, e ela foi para nós uma primeira vida. Acaso envenenaríamos o organismo de nossa Mãe? Integrar-se com Gaia e auxiliar na sua recuperação é um desafio da nossa e de futuras gerações, assim,a Terra poderá abrigar muitos de seus filhos num tempo futuro, para que possam também ser aprendizes na existência terrestre e se preparem para novos estágios de vida nas “Muitas Moradas do Pai"




Bibliografia.
CAPRA, Fritjof. "A teia da vida" . São Paulo. editora Cultrix, 1996.
LOVELOCK, James. "A vingança de Gaia" . Rio de Janeiro . editora Intrínseca, 2006.
SAGAN, Carl. "A Civilização Cósmica" . Rio de Janeiro . editora Artenova S.A, 1976.
DORST, Jean. "Antes que a natureza morra". tradução: Rita Buongermino . São Paulo . editora EDUSP, 1993
WILBER, Ken . "O Espectro da Consciência". São Paulo . editora Cultrix, 1989.
Krishnamurti . "Uma nova maneira de agir" . São Paulo . editora Cultrix, 1970.





MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA  TERRA SUSTENTÁVEL 
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QUESTÃO AMBIENTAL - A QUESTÃO CENTRAL NA ATUAL CONJUNTURA HUMANA E PLANETÁRIA

          Crescimento econômico não corresponde necessariamente a desenvolvimento econômico, esse último, pressupõe  melhoria nos indicadores econômicos e sociais e integração com o meio ambiente. O desenvolvimento econômico deve ser engendrado a partir da relação “ser humano-meio ambiente”, portanto, coincidirá com o desenvolvimento sustentável, pois, levará  em conta a satisfação das necessidades básicas da população em geral, a preservação dos recursos naturais visando benefícios para essa e para as próximas gerações e a participação de toda a sociedade na elaboração e implementação de um sistema social que possa efetivamente garantir trabalho, segurança social e um profundo respeito a todas as culturas. Não podemos falar em desenvolvimento econômico se o crescimento econômico não for traduzido em distribuição de renda  e melhoria na qualidade de vida para todos os trabalhadores que colocaram “fermento no bolo”. 
            O Desenvolvimento econômico de um país não pode ser traduzido pelo Produto Interno Bruto (PIB). Na visão dos economistas do desenvolvimento sustentável há um novo indicador que pode expressar com melhor precisão esse desenvolvimento, trata-se do Índice de Progresso Genuíno (IPG), que avalia quanto o crescimento econômico expresso no PIB reflete de fato na qualidade de vida das pessoas. O IPG desconta do valor do PIB os custos decorrentes dos impactos sociais e ambientais envolvidos na geração de riquezas; como poluição, criminalidade e diminuição drástica de recursos naturais.
            O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) criou o Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH)  que passou a ser publicado anualmente a partir do início da década de noventa. Atualmente o IDH é calculado pela média de três índices: Índice do Grau de Instrução, Índice de Renda e Índice de Expectativa de Vida.
            Na saúde o PNUD considera uma expectativa de vida menor ou igual a 20 anos a pior possível, ou seja, com valor zero ( 0 ) na escala e a expectativa de vida maior ou igual a 83,2 anos, a melhor, com valor um ( 1 ) na escala. Na Educação o índice é calculado com base na combinação de dois indicadores: O número de anos de escolaridade esperados para uma criança na idade em que ela entra na escola e a média de anos de escolaridade dos adultos. O valor mínimo para os dois índices é zero e o máximo corresponde a 13,2 para a média de escolaridade de adultos e de 20,6 em relação a expectativa de escolaridade para as crianças.
            O Índice de Renda é calculado pela Renda Nacional Bruta (RNB )  anual per capta e o valor é expresso em dólar PPC, o que significa que é corrigido de acordo com o poder de compra da moeda do  País em comparação com o dólar. A RNB de 163 dólares per capta corresponde ao valor mínimo e a RNB  igual ou maior a 108.211 dólares é  o valor máximo , portanto, com índice equivalente a 1.
            No Brasil a expectativa de vida do cidadão, calculada em 2010, foi de 72,9 anos e correspondeu a um índice de 0, 837. Na educação a expectativa de números de anos de escolaridade para as crianças foi de 13,8 anos e a média de escolaridade de adultos foi de 7,2 anos.
            A RNB obtida em 2010 foi de 10.607 dólares per capita, o que correspondeu em reais a aproximadamente R$18,130. Calculado a partir da média geométrica dos índices de saúde, educação e renda o IDH do Brasil em 2010 foi de 0, 699 e ocupou a 73ª posição no ranking mundial.  Noruega foi o país com o melhor IDH do planeta, seu IDH foi de 0, 938.
            Vida digna e justiça social se relacionam com distribuição de renda entre o povo. No Brasil, nos últimos anos, houve avanço nos indicadores de distribuição de renda. Segundo o relatório de desenvolvimento humano de 2010, programas de transferências de renda ajudaram a diminuir a enorme desigualdade social, entretanto, o Brasil ainda é um dos países com pior distribuição de renda do mundo. Em 2009, a população economicamente ativa do país era de 156 milhões de pessoas e 25% de toda a renda nacional estava sob o controle de 10% delas. Por outro lado, cerca de 50 milhões dessas pessoas viviam com menos de meio salário mínimo.
            O ordenamento jurídico da atual constituição federal dispõe sobre o meio ambiente como um direito de todos e bem de uso comum ao povo e essencial à sadia qualidade de vida e impõe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
            Na Conferência das Partes COP- 17, que ocorrerá em Durban na África do Sul, deverá ser criado um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar problemas de impacto ambiental e mudanças climáticas previstas para os próximos anos. Na COP-16, sediada  no México, foi criado o “Fundo do Clima Verde”, com propósito de canalizar até 2010 cerca de 100 bilhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento.O dinheiro deva ser aplicado em problemas ambientais relacionados a mudanças climáticas.
            Na contingência humana atual a questão ambiental é a questão central de todas as questões. Nesse momento da humanidade e do Planeta, não faz sentido falarmos em economia, qualidade de vida, bem estar social, melhoria na educação e qualidade de vida, se não compreendermos que a vida se estabelece a partir da relação “Homem – Natureza”; e que, portanto, o mal uso dos bens metaindividuais e os danos ambientais cometidos na penumbra de uma consciência ecológica acarretam rupturas na Teia da Vida e afetam toda a humanidade; podemos desastrosamente ultrapassar a linha de reversibilidade do equilíbrio da Biosfera.







MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
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Plantas Medicinais – O Código Genético Floral possui a escrita bioquímica para as curas das doenças humanas?

ARTEMISIA


          Plantas Medicinais – O Código Genético Floral possui a escrita bioquímica  para as curas das doenças humanas?

           Em conformidade com suas propriedades medicinais,as plantas existentes na biosfera podem ser classificadas em
- Sedativas, quando seus princípios ativos atuam sobre o sistema nervoso colocando-o em padrão harmônico compatível com a calma.
- Anti-sépticas, quando desinfectam.
- Béquicas, se atuam contra a tosse.
 -Depurativas, se purificam o sangue e a linfa.
- Aperientes, se atuam estimulando o apetite.
- Adstringentes, quando provocam a contração de tecidos de revestimento e, portanto, combatem inflamações da boca, garganta, intestinos, órgãos genitais etc.
-Diuréticas, quando estimulam a eliminação de urina.
- Carminativas, se atuam na eliminação de flatulências (gases) do estômago e do intestino.
-Eméticas, se induzem o vômito, quando há necessidade de provocá-lo, devido a processos de intoxicação.
-Emolientes, se atuam amolecendo tecidos endurecidos por abscessos, inflamações, ulcerações, contusões, etc.
 -Expectorantes, quando atuam sobre as vias respiratórias visando a eliminação do muco retido nos brônquios e bronquíolos.
-Estimulantes, se estimulam células e órgãos a gerarem mais energia para as funções vitais do organismo.
-Antipiréticas, se combatem a febre.
-Purgativas, se provocam e aceleram os processos de evacuação.
 -Tônicas, se combatem a debilidade, fraqueza, anemia e fortalecem o organismo como um todo.
-Hemostáticas, se combatem hemorragias.
 -Sudoríficas, se induzem a sudorese.
-Vulnerárias, quando são utilizadas para curar ferimentos.
-Vermífugas, se atuam contra verminoses.
CAMOMILA
            As plantas de caule tenro e não lenhoso são ervas, diferentemente das árvores que são plantas lenhosas dotadas de tronco e ramos na parte superior, em geral com mais de três metros de altura

           Algumas Plantas Medicinais pesquisadas:

-Arruda: Nativa do sul da Europa e adaptável a solo permeável e seco. É rica em rutina e possui um odor intenso. Apresenta propriedades digestivas e é utilizada na indústria de licores.
            Poder natural: Através de adequada manipulação e dosagem, pode ser utilizada no tratamento reumático, como antiinflamatório para os olhos, contra dores intestinais e contra oxiurose
-Artemísia (ou absinto): originária da Eurásia, possui aspecto esbranquiçado, é amarga e de forte aroma. A “Artemísia absinthium” produz um óleo verde e volátil que é o ingrediente básico do Absinto, um licor que pode, em altas doses, provocar convulsões epiléptiformes.
            Poder natural: Através de adequada manipulação e dosagem, pode ser utilizada contra cólicas menstruais, como desinfetante, como auxiliar no tratamento de epilepsia e para ativar a circulação.
-Arnica: Natural das regiões montanhosas da Europa. É bastante usada para combater as várias formas de traumatismos. É indicada nos casos de batidas, contusões, esmagamento, dores musculares, reumatismos, gota, etc. Facilita a reabsorção de líquido proporcionando rápido alívio das dores que se relacionam com essas alterações.
            Poder natural: Pode ser utilizada nas contusões, nos casos de traumatismo e para aliviar dores reumáticas.
-Anis: No Brasil pode ser confundido com o Funcho e o Aneto. Possui um óleo rico em Anetol. Esse óleo é tóxico em doses elevadas, mas em doses menores é inofensivo, sendo muito utilizado na produção de balas, doces e algumas bebidas.  A semente é utilizada em medicina natural. Estimula o trabalho gastrointestinal, combate diarréias, alivia cólicas intestinais e atua também como antiinflamatório.
            Poder natural: Suas propriedades servem para eliminar gases intestinais, estimular a digestão e combater o mau hálito.
-Alfazema: Planta arbustiva, largamente cultivada para a fabricação de perfumes, sabonetes e outros produtos cosméticos. Atua como antiespasmódico, anti-séptico urogenital, cicatrizante, diurético e vermífugo.
            O chá de Alfazema na Idade Média era denominado “lavanda” e era servido em travessas após as refeições.
            Poder natural: Pode ser utilizada contra leucorréia, no tratamento de bronquite e asma e no fortalecimento dos cabelos.
-Girassol: Suas flores se voltam para a direção da luz solar e vão girando sobre o pedúnculo ao longo do dia. Daí o nome “Girassol”.
             A parte mais utilizada da planta é a semente. Essa possui óleos insaturados, proteínas e carboidratos. O óleo de Girassol é amplamente utilizado na culinária, devido a seu valor nutritivo.
            Poder natural: É utilizado no alívio de dores de enxaquecas, como antigripal, como cicatrizante e para combater a febre.
            Todas as plantas medicinais que são benéficas e curativas podem também fazer mal à saúde. Para que haja bons resultados é necessário conhecê-las, prepará-las adequadamente e ministrá-las em doses corretas.
            O Patrimônio Genético existente na Flora da Biosfera possui genes que executam a síntese de produtos bioquímicos diversificados e complexos que devidamente compreendidos pela consciência, podem representar a prevenção e a cura de muitas doenças humanas. Todas as receitas estão gravadas no DNA das células de cada espécie, portanto, é imprescindível preservá-las, de preferência em  ecossistemas naturais. 

GIRASSOL

MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
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A resposta que calou o mundo. A internacionalização da Amazônia.


ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. 

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!

Vida Sustentável – Uma mutação existencial.





        No passado, temas relacionados com a sustentabilidade estampavam na mídia apenas como manobra de marketing. Quando um produto agregava um certificado ou um selo que demonstrava cuidados com o meio ambiente, seu valor crescia junto aos consumidores conscientes da questão ambiental. Modernamente, os caminhos do desenvolvimento sustentável se alargam e a Ecologia aplicada pode ser verdadeiramente um bom negócio.
            O Brasil é o país que mais recicla latas de alumínio no mundo, o equivalente a 15 bilhões de unidades por ano, com um rendimento de mais de 380 milhões de reais. Lidera também a reciclagem de garrafas PET. São mais de 250 mil toneladas por ano com um rendimento próximo a 300 milhões de reais. Além do enorme benefício ao meio ambiente, pois todo esse material seria sucata de difícil degradação por bactérias e fungos que atuam na reciclagem de matéria, as latas de alumínio e garrafas PET recicladas representam uma desaceleração na exploração de recursos naturais – que não são ilimitados – e uma diminuição da poluição por material plástico. Além disso, a reciclagem agrega valores humanos, tanto em relação à oferta de trabalho quanto na exemplificação palpável de educação ambiental
            Os talões de cheques feitos com papel reciclado, a substituição de sacos plásticos por sacolas retornáveis ocorrendo em muitos supermercados e a valorização da extração e comercialização de madeira proveniente de manejo sustentável das florestas, evidenciam que as questões relacionadas ao impacto ambiental decorrente de atividade antrópicas são uma preocupação presente em todos os segmentos da sociedade, ainda que a consciência ecológica seja um alvo, que por enquanto, não foi alcançado pela maioria dos homens.
            Uma companhia que investe em tecnologias limpas e comprova uma diminuição significativa na emissão de gases de efeito estufa através de um certificado de crédito de carbono, pode negociar os créditos com outras empresas que necessitam reduzir suas emissões, por apresentarem débito ambiental. No mercado financeiro esses créditos de carbono possuem um valor monetário real. Na Organização das Nações Unidas, a Iniciativa pelos Princípios para o Investimento responsável (PRI), constitui uma rede de investidores comprometidos a colocar em prática alguns princípios que se relacionam à responsabilidade social, ambiental e corporativa. As duzentas maiores corporações do mundo fazem parte do conselho mundial de negócios pelo desenvolvimento sustentável. Entre elas está a Petrobrás.
            Empresas estatais ou privadas possuem filosofias de trabalho e padrões de relacionamentos que decorrem do nível de consciência de seus gestores e de seus membros em geral. A transição de uma mentalidade focada em uma economia de exploração para uma mentalidade focada em economia sustentável pressupõe uma radical mudança de referenciais de valores por parte dos indivíduos. Faz-se necessário que ocorra uma mutação na consciência de cada indivíduo, uma espécie de “metanóia” em relação aos condicionamentos estratificação na memória. Desfocar-se do “eu” produzido pelo meio social e se perceber pensando, falando e agindo em conformidade com identificações estabelecidas na penumbra da consciência.
            A propagação de idéias de sustentabilidade, de suas viabilidades e até de vantagens pragmáticas, é necessária, entretanto, a mente do homem possui uma forte tendência de  “ver” e “ouvir” apenas aquilo que vai de encontro aos seus próprios anseios e interesses pessoais.
            Sustentabilidade se alinha com solidariedade, com distribuição de riquezas, com um novo direcionamento social e existencial. Não pode ser concebida como um novo segmento que deva se adequar a um contexto caracterizado pela mentalidade fragmentada que divide os homens e os afasta da natureza.
           Em decorrência dos imensos danos que a humanidade já causou na biosfera, a recuperação, preservação e  proteção dos ecossistemas naturais devem ser prioridades máximas nas pautas e ações governamentais das Nações dos quatro quadrantes da Terra.


O Brasil é um grande campeão na reciclagem de latas de alumínio.Essa atividade ,além de beneficiar o meio ambiente,retirando-lhe as sucatas,é altamente rentável e oferece oportunidade de trabalho a muito indivíduos.


 Essa máquina é utilizada para reciclar garrafas PET.O material plástico é reutilizado ,não degradando o meio ambiente com lixo que levaria séculos para ser biodegradado.Gera trabalho e renda anual de milhões de reais


 Em decorrência de atividades antrópicas,sobretudo do setor industrial,a enorme quantidade de emissão de gases de efeito estufa, provavelmente está contribuindo para o aquecimento do planeta.Urge uma mudança profunda no modo do ser humano se relacionar com  a biosfera e nos referenciais  que ele adota como indicativo de qualidade de vida.





MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
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ECONOMIA VERDE – O caminho para o Brasil não gerar débito ambiental para a humanidade.


       Ocorrerá em junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, a Rio + 20 – Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. Na ocasião estarão reunidos representantes de mais de 190 países para não apenas debaterem as questões ambientais que dizem respeito a todos os seres humanos – cidadãos do mundo – que habitam a Terra, mas, sobretudo para estabelecerem as diretrizes de uma Economia Verde direcionada ao crescimento econômico e distribuição de riquezas para o povo, aliados à sustentabilidade.
            A economia verde considera que desenvolvimento real é o desenvolvimento que se processa mediante a redução no uso de recursos naturais e a preservação dos ecossistemas, visando o bem estar dessa e das futuras gerações da humanidade.
            Hoje, a humanidade vive com padrões de consumo bem acima do que a capacidade do planeta Terra é capaz de suportar, ou seja, acima de sua bio- capacitação. A “biocapacitação” é um indicador que dimensiona as áreas de terras e o volume de água capazes de fornecer recursos biológicos úteis e de absorverem os resíduos que resultam das atividades antrópicas. Estima-se que a biocapacitação da Terra seja de 13,4 bilhões de hectares globais.
            A população humana atual está consumindo recursos naturais que equivalem a uma Terra e mais um terço dela. Significado: estamos explorando solos, rios e mares numa velocidade que o Planeta não é capaz de promover sua recomposição. A exploração desmedida está em descompasso com a biocapacitação da Terra. Em termos práticos, nesse modelo, com o decorrer do tempo, teremos que contar, com cada vez menos água potável, menos terras produtivas e maior agravamento de problemas ambientais.
            Um índice que mede a pressão das atividades antrópicas sobre os ecossistemas é a chamada “pegada ecológica”. A pegada ecológica mede as áreas de terras e volume de água que um indivíduo, uma nação ou a humanidade necessita para produzir tudo aquilo que consome e descartar no ambiente todo lixo que é gerado.  A pegada ecológica de um país depende do seu número de habitantes e do seu grau de consumo. É influenciada também pela maior ou menor eficiência no uso de recursos naturais. A pegada ecológica da humanidade é de 2,7 hectares globais per capita, o que significa que para manter o padrão de vida atual, os quase sete bilhões de seres humanos que vivem na Terra necessitariam de pouco mais de 18 bilhões de hectares, o que equivale a uma Terra e mais um terço dela.
            O slogan “quanto mais, melhor” é absolutamente incompatível com uma economia de baixo carbono. Atualmente mais de trinta trilhões de dólares são gastos na aquisição de bens e em serviços que orbitam as indústrias e o comércio. Esse montante é seis vezes mais do que os cinco trilhões que eram gastos no início da década de sessenta. O aumento de consumo pode expressar um desenvolvimento tecnológico e a criação de riquezas, entretanto, as pessoas com acesso a novos, e a mais produtos, promovem a retroalimentação do ciclo produção–consumo-produção, inerente ao capitalismo. Se a população mundial apenas dobrou nos últimos cinqüenta anos e o consumo passou a ser seis vezes maior, o consumismo “per capita” da humanidade atual está três vezes maior em relação à década de sessenta.
            Uma cultura de consumo passou a ser uma cultura de consumismo – consumo exagerado. A cada ano que passa a humanidade está consumindo algo em torno de 60 toneladas de recursos naturais. Isso implica em mais lixo no meio ambiente, mais poluição da atmosfera, da litosfera e da hidrosfera. É claro, que nesse ritmo de exploração, a natureza não consegue- através dos ciclos biogeoquímicos- recompor em tempo hábil os seus ecossistemas. Essa cultura consumista deve ser abdicada em favor de uma nova cultura que não dissocia desenvolvimento econômico de sustentabilidade.
            Os ambientalistas e ecólogos há várias décadas, defendem os biomas, a diminuição do consumo de energia, o destino adequado do lixo e a preservação dos mananciais de água, todavia, seus esforços não ressoavam na economia. Atualmente a visão ecológica possui tentáculos inseridos na economia global, influenciando governos e empresas a reconsiderarem seus modelos de desenvolvimento. A questão ambiental vai progressivamente assumindo o cerne dos interesses da sociedade. Nesse contexto, o desenvolvimento só é desenvolvimento se for sustentável. Se conjugar o bem estar do cidadão e a preservação dos recursos naturais através de uma economia verde e uma governança da sustentabilidade.
            Quando a pegada ecológica de um país se encontra muito acima da biocapacitação do país é sinal de que o país possui um alto padrão de consumo à custa de um débito ambiental para o resto da humanidade. Os Estados Unidos e a China, por exemplo, se enquadram nessa condição. O Brasil apresenta uma pegada ecológica estável desde a década de sessenta, entretanto, sua biocapacitação- em função de desmatamentos ostensivos e da expansão agrícola desordenada – está diminuindo drasticamente. Como a biocapacitação ainda supera a pegada ecológica, o Brasil ainda não apresenta ônus ambiental, entretanto, a diminuição de sua biocapacitação, juntamente com a perspectiva de aprovação do novo Código Florestal apontam nessa direção.  
            A “Rio + 20” poderá ter desdobramentos favoráveis para a efetivação de uma Economia Verde, compatível com os anseios da nação e do mundo.. Se o governo, as empresas e a sociedade como um todo tomarem por referência o Índice de Progresso Genuíno (IPG),o Brasil não deverá se tornar uma nação geradora de ônus ambiental para a humanidade.
          A Frente Parlamentar Ambientalista participará de alguns encontros que lhe possibilitará tirar algumas pautas relevantes para a Rio + 20. Na agenda estão previstos os seguintes temas: RECURSOS HÍDRICOS: – em Cuiabá no dia 21/10/2011. MEIO AMBIENTE URBANO: em São Paulo  no dia 21/11/2011. ENERGIA: em Recife no dia 16/12/2011. SEGURANÇA ALIMENTAR: em Porto Alegre dia 16/01/2012.
            O encontro do segmento parlamentar da Rio + 20 com a presença de parlamentares de todo o mundo será na cidade do Rio de Janeiro de 25 a 27 de maio de 2012.
           Os economistas do desenvolvimento sustentável propuseram um novo indicador de desenvolvimento econômico de um país. É o Índice de Progresso Genuíno ( IPG ) Ele avalia quanto o crescimento econômico retratado pelo PIB reflete na qualidade de vida. O IPG desconta do valor do PIB os custos sociais e ambientais para gerar as riquezas, tais como, esgotamento dos recursos naturais, poluição e criminalidade. Em termos práticos podemos comparar o PIB com o faturamento total de uma empresa e o IPG com o lucro após os descontos da produção.


MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA  TERRA SUSTENTÁVEL
http://www.dmdigital.com.br/ .

Planeta Sustentável – Uma prioridade máxima,pois já podemos estar comendo plástico nos alimentos que consumimos.



         
 Golfinho com uma sacola plástica presa à sua nadadeira.

            O lançamento de esgoto e detritos de todo tipo em mares, rios e lagos acarreta proliferação de microorganismos aeróbios – que utilizam gás oxigênio em suas atividades metabólicas  e conseqüentemente, provocam a redução de oxigênio disponível para peixes, crustáceos, moluscos e outras formas de vida aquática que necessitam desse gás para produzirem energia em suas células e sobreviverem.
            A estimativa do consumo de gás oxigênio, utilizado pelos microorganismos que atuam na decomposição de matéria orgânica, conhecida como Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), fornece pistas para se avaliar a concentração de poluentes orgânicos presentes na água. Uma amostra da água poluída a ser analisada é colocada em um frasco com elevado teor de gás oxigênio e mantida fechada por algumas horas. Parte do oxigênio é consumido pelas bactérias e o restante, após ser dosado, revela a concentração de matéria orgânica na água. Quanto menor a quantidade de oxigênio residual na amostra, mais ela estará poluída. Atualmente, grande parte dos rios e lagos que estão em certa proximidade de aglomerações humanas, apresentam alta DBO, e,  portanto, um baixo teor de  oxigênio difuso em suas águas, atestando que estão caminhando para a morte.
            A poluição decorrente do lançamento de esgoto, detergentes e lixo orgânico provoca o fenômeno conhecido como “Eutrofização  Artificial”. Nota-se que além da diminuição de oxigênio na água, ocorre um significativo aumento de nutrientes minerais, sobretudo fosfatos e nitratos. Esses nutrientes em alta porcentagem favorecem a reprodução exagerada de algas e de cianobactérias, e  dão à água uma coloração verde escura dificultando a passagem da luz e comprometendo a atividade fotossintética. É através da fotossíntese que ocorre a produção de matéria orgânica que passará dos produtores-  algas e Cianobactérias- para os diversos níveis de consumidores que compõem a teia alimentar do ecossistema aquático. Além disso, a reposição de gás oxigênio consumido pelos diversos seres aeróbios é feita também através da fotossíntese, portanto, a turvidez da água, ao reduzir drasticamente o padrão fotossintético, determinará a morte das próprias algas e cianobactérias. O oxigênio se esgota completamente com a ação de bactérias decompositoras, que atuam na degradação da matéria orgânica, com isso, os consumidores (peixes, moluscos, crustáceos, etc.), que são aeróbios, acabam morrendo também Nesse ambiente poluído restarão apenas bactérias anaeróbias que possuem atividade metabólica com produção e liberação de diversas substâncias fétidas. Esse tipo de fenômeno ocorreu na lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro, no lago Paranoá em Brasília, no rio Tietê em São Paulo e no rio Meia Ponte, na bela capital goiana. É possível recuperar esses ecossistemas aquáticos – todos eles - se houver união de propósitos e esforços entre homens de ciência, representantes do poder público e a sociedade como um todo..
            Os dois primeiros devem pautar os caminhos de realização sugeridos pelo terceiro, jamais podem perder de vista que foram legitimados pelo povo a trabalhar para o povo. Afinal, a quem os conhecimentos, a Ciência e a Tecnologia e a política devem servir? Aos grupos que se valem de brechas na lei e manipulam com os bens metaindividuais visando lucros exorbitantes para uns poucos indivíduos? Os funcionários que trabalham nos três poderes constituídos são funcionários do povo, portanto, devem todos os dias se lembrar de entronizarem a reta intenção e ação em seus ofícios
            Com base em levantamentos da entidade ambientalista “Greenpeace,” a concentração de material plástico nos mares já atingiu níveis muito elevados. A poluição por plástico está generalizada nas águas de todos os oceanos do Planeta, sobretudo nas zonas de convergência de correntes marítimas. Segundo o programa ambientalista das Nações Unidas, a cada 2,5 kilômetros quadrados de superfície dos oceanos existem cerca de 45.000 (quarenta e cinco mil ) fragmentos de plásticos, o que representa 70%  da poluição marinha por resíduos sólidos. Enorme quantidade de mamíferos marinhos – baleias e golfinhos – e pássaros engolem plásticos supondo que são alimentos. Quase mil quilogramas de plásticos – polímeros sintéticos não digeríveis – já foram encontrados no estômago de uma baleia morta.
            Na primeira década do terceiro milênio, a média anual de produção de objetos plásticos ultrapassou duzentos milhões de toneladas. Em nosso dia a dia, podemos constatar a negligência ostensiva de todos nós em relação ao problema que é bastante grave, pois, o aumento progressivo de lixo plástico no meio ambiente não para e todo gigantesco volume desse material é bastante difícil de ser decomposto por bactérias. Pode levar quinhentos anos ou mais para ser degradado, pois os plásticos passaram a ser utilizados pela  civilização humana  há um século e meio, portanto, seu grau de biodegradação ainda não é conhecido com exatidão. Infelizmente, alguns estudos recentes sugerem que uma certa porcentagem deles já deve estar sendo decomposta e integrada ao ciclo da matéria na Biosfera, e, isso implica ,que alguns alimentos que fazemos uso atualmente já podem conter micropartículas de plástico em sua composição.
 Monocultura de cana de açúcar.
 A monocultura é um dos fatores da
degradação de ecossistemas.
Rio correndo em região de  não
degradação pela espécie humana.
            Notícias sobre danos ambientais estampam as manchetes de jornais e revistas e são temas de documentários na televisão, cinema e Internet diariamente no mundo. No circuito acadêmico ecólogos, químicos, bioquímicos físicos e outros pesquisadores apresentam estudos e modelos para o desenvolvimento sustentável, que, no entanto, não estão sendo acatados e conscientizados com a seriedade que a questão exige.  A questão ambiental se posiciona inegavelmente, como uma das questões de prioridade máxima em nosso tempo, entretanto, a compreensão apenas intelectual e a falta de um sentimento profundo e comprometimento visceral em relação ao problema, por parte de toda a sociedade, sobretudo dos representantes do povo – que deliberam políticas públicas direcionadas pelas prioridades  -  não trarão a eficácia necessária ao estabelecimento do equilíbrio entre o uso dos recursos oferecidos  pela Mãe Terra sem agredi-la com ações de caráter exploratório que transcendam a finalidade de garantir a sobrevivência da espécie humana.

MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA TERRA SUSTENTÁVEL
http://www.dmdigital.com.br/ .