Rio + 20 – A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.


          
         
                             A estátua do Cristo Redentor no alto do morro do corcovado,
                                          na cidade do Rio de Janeiro, que irá sediar a          
                            Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.


 Vem aí a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. Que seja um catalisador da “Racionalidade Ambiental”, uma nova concepção para pensar e sentir o mundo. Consciência ambiental que sobrepuja a  racionalidade econômica que fez do capital o sol central ao redor do qual tudo deve orbitar. Não é mais possível passar graxa no mesmo eixo por demais enferrujado. É necessário substituí-lo por outro com grande capacidade de sustentabilidade, forjado na compreensão sistêmica do planeta, na clara percepção de que a economia deve ser um mero instrumento de reconstrução e resignificação das relações entre os homens e deles com a natureza. É esta a mudança necessária para garantir sustentabilidade ao planeta e à humanidade.
            Se estiver enraizada por uma mentalidade que coisífica e faz etiquetação de valores metaindividuais, a governança não terá força suficiente para alavancar a grande virada. Será preciso submeter a economia mundial a um projeto ecológico abrangente cujo propósito é nada mais nada menos do que a conquista do equilíbrio entre o social, o econômico e o ambiental. Uma raiz de nova espécie, mais vigorosa e dotada de essências inibidoras de ervas daninha deve se aprofundar e se alastrar no terreno adubado pela Racionalidade Ambiental.
           Faz vinte anos, na mesma cidade do Rio de Janeiro, 108 chefes de estado se reuniram na Eco 92, também conhecida como Cúpula da Terra, para buscar caminhos que conduzissem à preservação dos recursos naturais do planeta. Em 1987 em Estocolmo o relatório “Nosso Futuro Comum” criou o conceito de desenvolvimento sustentável. Agora, às vésperas da Rio +20,a urgência  de ações concretas está a  exigir de todos, algo mais do que um fórum de debates. É óbvio que a questão ambiental não pode mais ser abordada em divórcio com o socioeconômico. A prova disso é que pela primeira vez teremos a presença de economistas junto aos ambientalistas em um encontro dessa natureza, o que por si só já representa um passo adiante em relação aos encontros pretéritos.
            A ecologia começa em nossa volta. Vai do micro ao macro passando pelo modo como nos relacionamos com nossos semelhantes para depois expandir a compreensão e alcançar a dimensão do nosso relacionamento com as demais espécies que coabitam conosco a biosfera desse belíssimo planeta, tendo em vista que todas as linhas que tecem a teia da vida se integram para expressar a harmonia e o equilíbrio do todo.
           O homem tem sido capaz de “mover céu e terra” para justificar posições de domínio sobre seus semelhantes e sobre o restante da biocenose planetária, entretanto, as grandes mudanças, aquelas que realmente representam a ruptura com o velho condicionamento acumulado no cérebro, emergem sempre da mente silenciosa, ainda não malhada pelo excesso da tagarelice repetitiva que sempre alimenta a mente superficial.
          Tentar transferir a velha mentalidade positivista para o âmbito da racionalidade ambiental e do desenvolvimento sustentável equivale a supor que o fogo pintado na tela possa traduzir com exatidão o poder de um fogo vivo. A Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ainda é um prelúdio, uma tentativa de racionalização de novos saberes que não estão dimensionados pela racionalidade positivista. Da efervescência do encontro, quem sabe possam surgir os alicerces para o início da construção de uma nova estrada, com paisagens não reconhecidas e possibilidades descontinuas e não imaginadas pela mente cativa ao pensamento.  

AQUECIMENTO GLOBAL OU RESFRIAMENTO GLOBAL ?


       O sol exerce uma poderosa influência no clima planetário.Há períodos em que sua atividade é mais intensa e outros em que é menos intensa.Segundo alguns climatologistas  isso acarreta períodos de aquecimento global e de resfriamentos global. 

A concepção que aponta a atividade antrópica como causa principal do aquecimento global sustenta-se no argumento de que a queima de combustíveis fósseis está influenciando sensivelmente nas mudanças climáticas do planeta. O aumento das emissões de CO2 decorrentes da transferência de carbono armazenado nos reservatórios intraterrestres para a atmosfera estaria aquecendo o planeta.  
No consenso mais geral o CO2 é o grande vilão, o principal responsável pelo aquecimento global, entretanto, alguns especialistas em climatologia não corroboram com esse posicionamento. Para eles os principais fatores que regulam a temperatura da Terra são a atividade solar e a temperatura dos oceanos.O CO2, ao contrário, é o gás da vida pois é a principal molécula sequestrada por algas e plantas,sendo utilizada na produção de alimentos para os animais e o homem.
Segundo o meteorologista e professor da Universidade Federal de Alagoas Luis Carlos Molion, pesquisador com 40 anos de estudos sobre o clima planetário, a atividade antrópica voltada à emissão de CO2 não exerce influencia relevante na temperatura planetária. Ele argumenta que no passado já houve médias térmicas mais elevadas do que as de hoje e naquela época as emissões eram inferiores a 10% das atuais.
O pesquisador chama atenção para o fato de que após a segunda guerra mundial houve grande expansão industrial acarretando, portanto, um grande aumento de consumo de combustíveis fosseis e consequentemente de emissão de CO2. No entanto, no período pós guerra de 1946 a 1976 os dados climatológicos registraram um resfriamento global. Depois de 1977 houve um aquecimento que se entendeu até 1998 e de lá para cá, segundo sua avaliação está ocorrendo um novo resfriamento que deve se estender por aproximadamente mais 20 anos.
Na visão de Molion a temperatura do planeta não é controlada por parâmetros humanos, está prioritariamente sob o controle da atividade solar e secundariamente sob a influencia da temperatura dos oceanos. Como o sol apresenta períodos de maiores e de menores atividades, isso acarreta  oscilações com períodos mais quentes e  mais frios na Terra.
Quando questionado sobre sua posição contraria à da maioria dos ambientalistas, o climatologista diz que o tema “aquecimento global” virou discurso de políticos que querem propagar a idéia de que os países emergentes devem desacelerar  seus crescimentos por conta do risco de catástrofes globais,uma espécie de manipulação neocolonial.  Para crescer é necessário um aumento da matriz energética e isso geralmente implica em aumento de emissões, como é o caso do aumento de criações de termoelétricas  na China que bancam um crescimento de mais de 10% ao ano. 
             O cientista acredita que o planeta esta resfriando e que as temperaturas globais devem diminuir nos próximos 20 anos por conta do período de baixa atividade solar. Ele afirma que os invernos estão e estarão mais rigorosos e que os indicadores apontam diminuição de temperatura na Antártica.Em relação ao desgelo no Ártico ressalta que de 1938 a 1942 ele derreteu muito mais gelo do que agora. As águas dos oceanos nas regiões tropicais tiveram suas temperaturas elevadas em decorrência de um ciclo em que a lua orbita em movimento precessual em torno da Terra (análogo ao movimento de um peão), com isso as correntes oceânicas que deslocam para a região ártica conduzem calor que provoca desgelo em baixo.
             Recentemente o Climatologista e Professor da USP Ricardo Augusto Felício ao ser entrevistado no Programa do Jô afirmou que o “Aquecimento Global” é uma mentira.Seu posicionamento coincide em parte com as idéias do pioneiro Molion.
             Em 2009 a pergunta: “Você considera que a atividade humana é um fator que contribui significativamente para mudar as temperaturas médias globais?” foi feita para 3.146 cientistas dos quais mais de 90% eram PhD e 7% tinham mestrado, 82% respondeu “sim”. Entre os cientistas que não eram climatologistas 77% respondeu “sim” e entre os que eram climatologistas 97,5% respondeu”sim”.
            Em 1988 o climatologista da NASA James Hansen depôs no senado dos EUA e disse: “O Aquecimento Global será catastrófico para a humanidade”.
            Em 2007 o relatório do IPCC (International Panel on Climate Change) continha a incisiva afirmação decorrente das análises dos  climatologistas: “ O Aquecimento Global é  inequívoco Se a taxa de CO2 dobrar haverá um aumento de 3ºC na temperatura média do planeta.
            Em 1995 o Professor Paul Crutzen vencedor do Prêmio Nobel de Química disse: “A influência da humanidade no planeta Terra nos últimos séculos tornou-se tão significativa a ponto de constituir-se numa nova era geológica”
           Quem está com a razão, a ala do “frio” ou a ala do “quente”? Ou ambos em parte?Ou talvez,nem “água” nem “lua”?



COMO ESTÁ A RIO + 20.

            Ao final do sábado dia 16, foi produzido um documento preliminar em que as delegações presentes no evento reconheceram que as metas esperadas para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável dependem de uma parceria entre sociedade civil, setor privado e  setor público.
            Na época da Eco-92, as mudanças para  o padrão de desenvolvimento sustentável eram responsabilidade dos governos. Na visão atual a sociedade civil e o setor privado devem ter participação decisiva nas decisões globais. Organizações não governamentais, empresas e trabalhadores em geral, devem contribuir na construção de caminhos sustentáveis.
            O documento reconhece que os agricultores podem contribuir para o desenvolvimento sustentável através de atividades que sejam ambientalmente corretas. Nele está escrito que a atividade deve ser conduzida de modo a aumentar a segurança alimentar, garantir o crescimento econômico e a subsistência das populações pobres de todo o mundo.
COMENTÁRIO: Esse documento só fará sentido se o que está escrito nele  for cumprido. Vale lembrar que os documentos obtidos nos encontros anteriores não foram cumpridos.
DELEGADOS DE VÁRIOS PAÍSES CRITICAM O TEXTO APRESENTADO PELO BRASIL
            O rascunho do texto final da Conferência, apresentado pelo Brasil, foi criticado pela maioria dos Delegados de cerca de duzentos países presentes na Rio + 20. Representantes da União Européia, Estados Unidos, G77-China, Suíça, Bolívia, Japão, Quênia e Equador disseram que o texto carece de ambição e de detalhes pertinentes às ações que devem ser efetivadas para que se alcance o desenvolvimento sustentável. O Delegado da União Européia se queixou dizendo que o seu bloco “não foi ouvido” nas negociações. O bloco G77-China afirmou que as delegações terão dificuldade em demonstrar  aos chefes de estados e governos, que assumiram “compromissos importantes”. Fora do âmbito dos delegados que participam das negociações, vários membros da sociedade civil também criticaram o texto e na visão do presidente da ONG WWF não houve novidade na proposta. “Esse texto da presidência brasileira só recicla velhas histórias. Há muito pouca coisa nova que já não tenhamos tido compromisso antes. Nós gostamos de reciclagem, mas não de compromissos políticos”, criticou Lasse Gustavson, presidente da delegação da  WWF. A parte forte do texto é a que trata da preservação dos oceanos, justamente a parte do patrimônio global que ainda não foi regulada.
            O prazo final para a entrega da redação do texto será na terça-feira, dia 19, e segundo o embaixador brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, não haverá mudanças relevantes no texto, pois “nunca todos ficarão satisfeitos”.
            O Diplomata Norte Americano e o delegado do Canadá reconhecem avanços no texto, mas acreditam que há sérios problemas a serem resolvidos nos próximos dias. Para a delegação boliviana o maior problema do texto é o que trata da água, no texto não está expresso o direito humano a esse bem metaindividual. O delegado japonês apresentará sugestões de mudanças no texto no decorrer das negociações e a delegação do Quênia disse: “Temos que começar a compreender que estamos lidando com o planeta Terra”.

FUNDO FINANCEIRO DEVE SER EXCLUÍDO DA PROPOSTA FINAL DA RIO + 20.
            O Brasil e vários países em desenvolvimento defendem a criação de um fundo com o objetivo de garantir a construção de instrumentos para o desenvolvimento sustentável. As Nações deveriam assumir o compromisso de criar mecanismos de financiamento com previsão de trinta bilhões de dólares a partir de 2013 até chegar a cem bilhões em 2018.
COMENTÁRIO: A proposta náo passou porque EUA, Canadá, Austrália e Japão alegaram que estão em um momento econômico e político desfavorável à perspectiva de doação de recursos. A crise econômica internacional e disputas políticas internas nos Estados Unidos foram citadas nas justificativas. Vale lembrar que os governos destinam anualmente um trilhão de dólares para subsidiar a venda de combustíveis fósseis. Se pagam para tornar o petróleo barato, não podem redirecionar ao menos parte dessa verba para criação de um fundo ambiental?

RACIONALIDADE AMBIENTAL E TURISMO SUSTENTÁVEL




O acervo arqueológico decorrente da presença de civilizações pré-hispânicas, como por exemplo, a civilização maia que habitou em seu território no passado, juntamente com suas belezas e riquezas naturais colocam o México em destaque no cenário do turismo internacional.
            A crescente emissão de gases de efeito estufa (GEE) que retém a radiação infravermelha dentro da atmosfera, impedindo que ela seja dissipada para o espaço, está acarretando o aquecimento global. Esses gases foram produzidos principalmente pela extração, transformação e consumo do petróleo, pelas queimadas, pela expansão desordenada das fronteiras agrícolas e pelas atividades industriais que cresceram ao longo do século XX.
            A concentração dos GEE esteve abaixo de 280 partes por milhão ( ppm) até o surgimento da revolução industrial. Hoje, o nível de CO2 na atmosfera é superior a 400 ppm, e, ao que tudo indica, continuará aumentando. Dentro de uma previsão otimista o nível de CO2 em 2050 deverá estar entre 450 a 550 ppm se as nações não se empenharem em reduzir  drasticamente as emissões. Se esse limite for ultrapassado a humanidade enfrentará violentos impactos ambientais e sociais devido a intensas mudanças climáticas que deverão ocorrer.
            A degradação ambiental gerada pela civilização industrial, ao ser analisada no âmbito da Consciência Ecológica, evidencia que os custos ambientais devem ser internalizados no cálculo econômico.
            A natureza preservada, sobretudo em locais de reconhecida beleza e de valor cultural, científico e ecológico propicia uma nova dimensão na concepção de desenvolvimento econômico, uma economia focada no laser conjugado com a sustentabilidade e com o sentimento de participação na preservação e manutenção dos ecossistemas
            PATRIMÔNIO ECOLÓGICO E CULTURAL E TURISMO SUSTENTÁVEL
            A maior longevidade das pessoas e a disponibilidade de mais tempo para viagens contribuiu para o aumento da demanda de serviços turísticos voltados para a crescente valorização da natureza preservada e do turismo cultural, sobretudo, os que apresentam valor arqueológico, geológico e ecológico.
            Países com culturas ricas em enigmas e fantásticos vestígios de seu passado, a exemplo do Egito, Índia, China e Peru possuem parte significativa de sua economia focada no turismo. O México é um país que apresenta um grande conjunto de atrativos turísticos, porque possui milhares de kilômetros de costa com belas praias, diversidade climática e ecológica e um grande acervo de riquezas arqueológicas, por conta do patrimônio histórico decorrente das civilizações pré-hispânicas que habitaram seu território. Por isso, o turismo ocupa uma posição de grande destaque na sua economia.
            A indústria do turismo deve ecologizar-se para reduzir gastos energéticos, reciclar e confinar seus dejetos tratando e reutilizando a água usada. Os atrativos turísticos devem ser valorizados, em conformidade com a qualidade ambiental, com base na integridade dos ecossistemas e ecótonos e na interação deles com os centros urbanos.
            Por ser uma atividade econômica que se baseia no poder de consumo das classes mais abastadas, deve inserir em seus custos o cálculo da pegada ecológica a ser gerada. Parte da receita gerada deve ser aplicada em projetos de recuperação ecológica e na preservação dos bens metaindividuais e da biodiversidade local.
            Em face à marcante desconsideração com a natureza, tipificada na era da degradação ambiental, todo projeto turístico da era da racionalidade ambiental – admitindo que estejamos pisando os primeiros degraus dessa ascensão de consciência – deve inicialmente incluir uma avaliação do impacto ambiental, a ser feita por uma comissão de estudiosos sobre ecoviabilidade.   Autoridades ambientais devem regulamentar e determinar o cumprimento das normas ambientais e do ordenamento ecológico do território destinado ao estabelecimento da infraestrutura necessária às construções que irão integrar um complexo turístico.
            A natureza não deve ser artificializada, ao contrário, deve ser preservada ao máximo, pois é na sua originalidade e integridade que está a principal força que atrairá o turista. As características arquitetônicas não devem seguir um rígido padrão estabelecido pela globalização, devem traduzir algo da cultura e da história presente nos entornos ecológicos, de tal maneira que o visitante receba as impressões legítimas daquele lugar. E possível conjugar a criação de uma boa infraestrutura sem a perda das características socioambientais da região.
O cerrado preservado na região da APA do Encantado integrado com a paisagem do rio Araguaia descendo entre os paredões evidenciam uma beleza incomparável e constituem um raro patrimônio ecológico.
            A Racionalidade Ambiental concebe um turismo baseado na criatividade, e na harmonização das conquistas tecnológicas e materiais com os ecossistemas e/ou o acervo cultural. A valorização do patrimônio ecológico e cultural sem a nefasta mercantilização da natureza e da cultura. O enriquecimento econômico deve estar em simetria com o enriquecimento ambiental e cultural na perspectiva de uma realidade a ser construída com legítima sustentabilidade.






O famoso Arco de arenito na região das montanhas rochosas no meio oeste dos Estados Unidos é capaz de atrair turistas de todas as partes do mundo. A beleza exótica de certos sítios geológicos é  um forte atrativo turístico,pois estimula a imaginação das pessoas em relação ao passado da Terra

ALTO PARAÍSO NO PLANALTO CENTRAL NA MIRA DOS INTERPRETES DA PROFECIA MAIA

Pirâmide Maia 


             
                Pessoas de todas as partes do mundo não param de chegar a Alto Paraíso no planalto central. A profecia Maia com data marcada para o final de um ciclo evolutivo em 21-12-2012 está tirando o sono de muita gente. A turbulência na economia mundial juntamente com o cenário de mudanças climáticas decorrentes de atividades antrópicas e/ou alterações nas atividades solares reveladas por estudos astronômicos estão turbinando a imaginação daqueles que se fazem interpretes da profecia.
            O assunto está tão em moda que ganhou a tela da Tv globo na sexta feira dia 9, no programa Globo Repórter. Abrigos subterrâneos estão sendo construídos e existem pessoas fazendo estoques de alimentos e de água para um longo período de tempo depois das catástrofes.
            Em diversos países há pessoas deixando para traz seus empregos ou negócios e a vida que levavam, para se dirigirem a redutos, que acreditam que estarão isentos das intempéries que vão assolar o planeta na data profetizada pelos maias. A Chapada dos Veadeiros no planalto central do Brasil é um desses locais. Muitas pessoas que chegam à região dizem ter sido impulsionadas por uma vontade maior do que seus desejos racionais.Céticos a parte,o fato é que pessoas de diferentes culturas e também,de níveis culturais distintos, não param de chegar à chapada, sempre convencidos de que estão aptos a viver em harmonia com a natureza do local, que acreditam, seja altamente energizada. Para esses peregrinos, a energia vibracional da região auxilia no despertamento das faculdades superiores, que geralmente se encontram soterradas pelas pressões do dia a dia alucinante das metrópoles.
            A região da Chapada dos Veadeiros abrange os municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, São João D’Aliança e Colinas do Sul. Destaca-se na região o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Compreende uma área de 65.514 hectares com sua maior parte preenchida por vegetação típica do Cerrado. Cachoeiras com quedas de água que chegam a 120 metros, piscinas naturais com mais de 250 metros de diâmetro e cânions enormes com extensos paredões rochosos são poderosos atrativos para quem está ávido de um contato mais profundo com as energias renovadoras, emanadas pela impoluta e soberana natureza da região.
            A quantidade e qualidade de locais belíssimos que está a disposição dos seus habitantes e visitantes, fazem da Chapada dos Veadeiros uma das regiões mais espetaculares do planeta. Basta lembrar que, em 2009, a National Geografic Adventure, através de uma pesquisa com mais de dois milhões de leitores, apontou o Brasil como o melhor lugar do mundo para o ecoturismo e, é claro, entre os lugares de maior relevância, destacou a região da Chapada dos Veadeiros.          
            Dotada de mananciais de águas limpíssimas, a Chapada é drenada pelos afluentes dos rios Paraná e Maranhão, que mais ao norte irão se incorporar ao Rio Tocantins. Estudos de hidrologia demonstram a total isenção de poluição nas inúmeras fontes de água cristalinas que minam em vários sítios existentes na região.
            Felizmente, grande parte da população de Alto Paraíso parece estar envolvida com a causa ambiental. Provavelmente, um grande contingente de pessoas que hoje moram na cidade ou na zona rural veio das grandes metrópoles para saírem de um modelo civilizatório sustentado por níveis alarmantes de degradação ambiental para viverem de acordo com uma concepção existencial ecológica.
            A influência desses “novos” habitantes acabou favorecendo o florescimento de uma mentalidade geral mais responsável em relação à qualidade e preservação das belezas naturais da região. Muitos grupos, que se enquadravam no passado, nas chamadas “sociedades alternativas”, atualmente, conseguem conciliar a sobrevivência através de atividades relacionadas ao comércio, agricultura, turismo, cultura e ao artesanato com uma nova proposta existencial que coloca como prioridade a necessidade do ser humano se harmonizar com a natureza e consigo mesmo.
            Um personagem bem adaptado em Alto Paraíso, conhecido como Zé Madureira, possui uma grande e farta horta em seu sitio, onde produz hortaliças totalmente orgânicas. Além de usufruir de uma alimentação muito saudável, sobrevive do fornecimento contínuo para vários restaurantes e pousados da cidade. Segundo suas próprias palavras, a horta lhe dá uma sobrevivência digna, e ele se sente muito bem por beneficiar as pessoas com alimentos de alta qualidade. Trabalha com satisfação no manuseio da horta durante algumas horas do dia e, além disso, seu ritmo de vida é muito favorável para a meditação e, consequentemente, harmonização com a natureza revitalizante.
Cachoeira na chapada dos veadeiros
            Para alguns místicos, as pessoas que chegaram de diversos locais do país e do mundo e continuam a chegar, se ajustando rapidamente em novos nichos, são os arautos da uma nova era que está chegando.
            Dentro do conjunto dos muitos locais da região, podemos destacar a Cachoeira do Macaco, a 40 km da cidade de Alto Paraíso, o Morro da Baleia, local muito estimado pelos espiritualistas que o procuram para realizar vigílias noturnas sob o céu estrelado, caminhadas em trilhas, meditações e banhos de hidromassagem natural. O Vale da Lua, lugar exótico que de fato nos faz lembrar uma paisagem lunar, o Salto do Rio preto, próximo ao vilarejo de São Jorge, com sua magnífica cachoeira com queda de 120 metros.
vale da lua-Alto Paraíso-Go
            Além desses locais, podemos citar o Jardim Maytrea, Raizama e as cachoeiras de almécegas I e II. Todos esses lugares parecem exercer enorme fascínio sobre as pessoas, despertando nelas o lado mágico que, na maioria das vezes, já se encontrava soterrado pelas castigantes intempéries impostas pelo ritmo da vida urbana. A Chapada dos Veadeiros impressiona a todos que a visitam não só pela excepcionalidade de sua natureza, mas também pela tangível força mágica que ecoa na atmosfera pessoal, proporcionando às pessoas bem-estar e satisfação por estarem simplesmente celebrando e usufruindo as maravilhas da natureza.

O PLANETA PEDE SOCORRO




                        Na visão do ecólogo inglês James Lovelock o planeta Terra é um grande organismo vivo que expressa em sua biosfera uma fantástica biodiversidade. A Mãe Terra, expressão que passou carinhosamente a ser utilizada por aqueles que despertaram um legítimo sentimento de reverência ao todo da natureza planetária, está passando por um momento de grande turbulência na sua trajetória dentro do tempo e do espaço. Segundo Lovelock, renomado autor da teoria de Gaia, a Terra - um magnífico organismo vivo com manifestações homeostáticas - se encontra num estado análogo ao estado do coma que acomete um ser humano que ficou desprovido da harmonia que rege suas atividades metabólicas.
Infelizmente a grande maioria dos indivíduos que ocupam posições relevantes nas cúpulas do poder, seja da esfera governamental ou não, como por exemplo, no âmbito relacionado ao processo de formação de opinião e sua consequente influência nas mudanças de comportamentos na sociedade, não estão suficientemente sensibilizados com o notório desequilíbrio homeostático do planeta e sua correlação com a enorme instabilidade psíquica e emocional que se manifesta acentuadamente nos homens, no início desse milênio.
            Existem inúmeros dados obtidos através de instituições compostas por especialistas em questões ambientais que sinalizam a preocupante e alarmante situação da Terra em relação aos níveis de poluição decorrente da contemporânea “civilização Industrial”. Um estudo em curso, feito pela entidade ambientalista "GREENPEACE”, mostra que a concentração de material plástico nas águas dos mares já atingiu níveis elevadíssimos. A poluição por plásticos, que era restrita a alguns pontos conhecidos, atualmente, está presente de forma generalizada nas águas de todos os mares do planeta, sobretudo nas zonas de convergência de correntes marítimas.
De acordo com o programa ambientalista das Nações Unidas existem 46.000 fragmentos plásticos em cada 2,5 quilômetros quadrados da superfície dos oceanos e isso representa 70% da poluição marinha por resíduos sólidos. Uma quantidade fantástica de espécies de mamíferos marinhos e pássaros engole estes plásticos, certamente supondo serem alimentos.
Já foi encontrada uma baleia morta com 800 kg de plástico no estômago. Muitos plásticos, como o PVC, possuem o elemento químico estanho em sua composição, sendo esse, extremamente tóxico para peixes, moluscos e outros animais aquáticos
 Dados recentes revelam que no final do século XX o mundo produziu aproximadamente 230 milhões de toneladas de produtos plásticos, cerca de 50 vezes mais do que os números da década de cinqüenta.
            Recentemente, pesquisadores da universidade da Califórnia relataram que três quartos das regiões pesqueiras do mundo estão ameaçados pelo impacto decorrente de atividades antrópicas. Dados da ONU atestam que 80% das espécies de peixes comercializados estão ameaçadas de extinção pela pesca predatória.
            Estudos recentes detectam a intensificação de alguns fenômenos e acontecimentos sintomáticos da proeminente deterioração dos oceanos, causada pela interferência do homem. É o caso de: marés vermelhas frequentes, desaparecimento de mamíferos marinhos, destruição do assoalho marinho, surgimento de zonas mortas e acidificação das águas.
            Sabemos e concordamos com as informações qualificadas que denunciam os danos causados ao meio ambiente e entendemos que são importantes, não apenas para conscientizarem a sociedade e trazerem o tema à pauta, mas também para que se abram caminhos de mobilização social. Com informações seguras é que surgem cobranças populares solicitando das instituições de direito público e privado o cumprimento de determinações previstas nas leis ambientais. Da mesma forma, vêm cobranças sobre legisladores para que criem novas leis que de alguma maneira contribuam para a proteção e preservação da natureza. Assim, semeia-se melhor qualidade de vida para todos.
             Entretanto, ousamos afirmar que somente uma profunda mudança na estrutura de consciência do ser humano poderá encaminhá-lo a um novo modo de ser e de agir, e consequentemente de resgatar o equilíbrio com Gaia.
            A sociedade reflete tal qual um espelho, os indivíduos que a compõem. Nós não somos observadores as margens do caminho. Não somos meros espectadores da história, somos os protagonistas dela. Somos o mundo. Se não houver, portanto, uma mudança na estrutura interna de cada um de nós, é provável que o homem aumente ainda mais as suas neuroses e continue a expressar interesses egocêntricos pautados por uma visão unilateral e por ações fragmentadas.
             Notícias envolvendo danos ambientais circulam todos os dias no mundo. Nos ambientes acadêmicos, ecólogos possuem modelos de desenvolvimento sustentável. Pessoas de todas as classes sociais rodopiam em torno do tema, porém, a compreensão apenas intelectual não será suficiente para restaurar a harmonia do homem e da Terra. Podemos mudar o foco da nossa visão, mas, para tanto, temos que adquirir uma verdadeira comunhão com a natureza, porque é graças a Gaia (Terra) que estamos manifestando as nossas existências individuais.
            Tivemos nossa gestação no organismo materno, e ela foi para nós uma primeira vida. Acaso envenenaríamos o organismo de nossa Mãe? Integrar-se com Gaia e auxiliar na sua recuperação é um desafio da nossa e de futuras gerações, assim,a Terra poderá abrigar muitos de seus filhos num tempo futuro, para que possam também ser aprendizes na existência terrestre e se preparem para novos estágios de vida nas “Muitas Moradas do Pai"




Bibliografia.
CAPRA, Fritjof. "A teia da vida" . São Paulo. editora Cultrix, 1996.
LOVELOCK, James. "A vingança de Gaia" . Rio de Janeiro . editora Intrínseca, 2006.
SAGAN, Carl. "A Civilização Cósmica" . Rio de Janeiro . editora Artenova S.A, 1976.
DORST, Jean. "Antes que a natureza morra". tradução: Rita Buongermino . São Paulo . editora EDUSP, 1993
WILBER, Ken . "O Espectro da Consciência". São Paulo . editora Cultrix, 1989.
Krishnamurti . "Uma nova maneira de agir" . São Paulo . editora Cultrix, 1970.





MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA  TERRA SUSTENTÁVEL 
http://www.dmdigital.com.br/ .





QUESTÃO AMBIENTAL - A QUESTÃO CENTRAL NA ATUAL CONJUNTURA HUMANA E PLANETÁRIA

          Crescimento econômico não corresponde necessariamente a desenvolvimento econômico, esse último, pressupõe  melhoria nos indicadores econômicos e sociais e integração com o meio ambiente. O desenvolvimento econômico deve ser engendrado a partir da relação “ser humano-meio ambiente”, portanto, coincidirá com o desenvolvimento sustentável, pois, levará  em conta a satisfação das necessidades básicas da população em geral, a preservação dos recursos naturais visando benefícios para essa e para as próximas gerações e a participação de toda a sociedade na elaboração e implementação de um sistema social que possa efetivamente garantir trabalho, segurança social e um profundo respeito a todas as culturas. Não podemos falar em desenvolvimento econômico se o crescimento econômico não for traduzido em distribuição de renda  e melhoria na qualidade de vida para todos os trabalhadores que colocaram “fermento no bolo”. 
            O Desenvolvimento econômico de um país não pode ser traduzido pelo Produto Interno Bruto (PIB). Na visão dos economistas do desenvolvimento sustentável há um novo indicador que pode expressar com melhor precisão esse desenvolvimento, trata-se do Índice de Progresso Genuíno (IPG), que avalia quanto o crescimento econômico expresso no PIB reflete de fato na qualidade de vida das pessoas. O IPG desconta do valor do PIB os custos decorrentes dos impactos sociais e ambientais envolvidos na geração de riquezas; como poluição, criminalidade e diminuição drástica de recursos naturais.
            O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) criou o Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH)  que passou a ser publicado anualmente a partir do início da década de noventa. Atualmente o IDH é calculado pela média de três índices: Índice do Grau de Instrução, Índice de Renda e Índice de Expectativa de Vida.
            Na saúde o PNUD considera uma expectativa de vida menor ou igual a 20 anos a pior possível, ou seja, com valor zero ( 0 ) na escala e a expectativa de vida maior ou igual a 83,2 anos, a melhor, com valor um ( 1 ) na escala. Na Educação o índice é calculado com base na combinação de dois indicadores: O número de anos de escolaridade esperados para uma criança na idade em que ela entra na escola e a média de anos de escolaridade dos adultos. O valor mínimo para os dois índices é zero e o máximo corresponde a 13,2 para a média de escolaridade de adultos e de 20,6 em relação a expectativa de escolaridade para as crianças.
            O Índice de Renda é calculado pela Renda Nacional Bruta (RNB )  anual per capta e o valor é expresso em dólar PPC, o que significa que é corrigido de acordo com o poder de compra da moeda do  País em comparação com o dólar. A RNB de 163 dólares per capta corresponde ao valor mínimo e a RNB  igual ou maior a 108.211 dólares é  o valor máximo , portanto, com índice equivalente a 1.
            No Brasil a expectativa de vida do cidadão, calculada em 2010, foi de 72,9 anos e correspondeu a um índice de 0, 837. Na educação a expectativa de números de anos de escolaridade para as crianças foi de 13,8 anos e a média de escolaridade de adultos foi de 7,2 anos.
            A RNB obtida em 2010 foi de 10.607 dólares per capita, o que correspondeu em reais a aproximadamente R$18,130. Calculado a partir da média geométrica dos índices de saúde, educação e renda o IDH do Brasil em 2010 foi de 0, 699 e ocupou a 73ª posição no ranking mundial.  Noruega foi o país com o melhor IDH do planeta, seu IDH foi de 0, 938.
            Vida digna e justiça social se relacionam com distribuição de renda entre o povo. No Brasil, nos últimos anos, houve avanço nos indicadores de distribuição de renda. Segundo o relatório de desenvolvimento humano de 2010, programas de transferências de renda ajudaram a diminuir a enorme desigualdade social, entretanto, o Brasil ainda é um dos países com pior distribuição de renda do mundo. Em 2009, a população economicamente ativa do país era de 156 milhões de pessoas e 25% de toda a renda nacional estava sob o controle de 10% delas. Por outro lado, cerca de 50 milhões dessas pessoas viviam com menos de meio salário mínimo.
            O ordenamento jurídico da atual constituição federal dispõe sobre o meio ambiente como um direito de todos e bem de uso comum ao povo e essencial à sadia qualidade de vida e impõe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
            Na Conferência das Partes COP- 17, que ocorrerá em Durban na África do Sul, deverá ser criado um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar problemas de impacto ambiental e mudanças climáticas previstas para os próximos anos. Na COP-16, sediada  no México, foi criado o “Fundo do Clima Verde”, com propósito de canalizar até 2010 cerca de 100 bilhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento.O dinheiro deva ser aplicado em problemas ambientais relacionados a mudanças climáticas.
            Na contingência humana atual a questão ambiental é a questão central de todas as questões. Nesse momento da humanidade e do Planeta, não faz sentido falarmos em economia, qualidade de vida, bem estar social, melhoria na educação e qualidade de vida, se não compreendermos que a vida se estabelece a partir da relação “Homem – Natureza”; e que, portanto, o mal uso dos bens metaindividuais e os danos ambientais cometidos na penumbra de uma consciência ecológica acarretam rupturas na Teia da Vida e afetam toda a humanidade; podemos desastrosamente ultrapassar a linha de reversibilidade do equilíbrio da Biosfera.







MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA  TERRA SUSTENTÁVEL
http://www.dmdigital.com.br/ .

Plantas Medicinais – O Código Genético Floral possui a escrita bioquímica para as curas das doenças humanas?

ARTEMISIA


          Plantas Medicinais – O Código Genético Floral possui a escrita bioquímica  para as curas das doenças humanas?

           Em conformidade com suas propriedades medicinais,as plantas existentes na biosfera podem ser classificadas em
- Sedativas, quando seus princípios ativos atuam sobre o sistema nervoso colocando-o em padrão harmônico compatível com a calma.
- Anti-sépticas, quando desinfectam.
- Béquicas, se atuam contra a tosse.
 -Depurativas, se purificam o sangue e a linfa.
- Aperientes, se atuam estimulando o apetite.
- Adstringentes, quando provocam a contração de tecidos de revestimento e, portanto, combatem inflamações da boca, garganta, intestinos, órgãos genitais etc.
-Diuréticas, quando estimulam a eliminação de urina.
- Carminativas, se atuam na eliminação de flatulências (gases) do estômago e do intestino.
-Eméticas, se induzem o vômito, quando há necessidade de provocá-lo, devido a processos de intoxicação.
-Emolientes, se atuam amolecendo tecidos endurecidos por abscessos, inflamações, ulcerações, contusões, etc.
 -Expectorantes, quando atuam sobre as vias respiratórias visando a eliminação do muco retido nos brônquios e bronquíolos.
-Estimulantes, se estimulam células e órgãos a gerarem mais energia para as funções vitais do organismo.
-Antipiréticas, se combatem a febre.
-Purgativas, se provocam e aceleram os processos de evacuação.
 -Tônicas, se combatem a debilidade, fraqueza, anemia e fortalecem o organismo como um todo.
-Hemostáticas, se combatem hemorragias.
 -Sudoríficas, se induzem a sudorese.
-Vulnerárias, quando são utilizadas para curar ferimentos.
-Vermífugas, se atuam contra verminoses.
CAMOMILA
            As plantas de caule tenro e não lenhoso são ervas, diferentemente das árvores que são plantas lenhosas dotadas de tronco e ramos na parte superior, em geral com mais de três metros de altura

           Algumas Plantas Medicinais pesquisadas:

-Arruda: Nativa do sul da Europa e adaptável a solo permeável e seco. É rica em rutina e possui um odor intenso. Apresenta propriedades digestivas e é utilizada na indústria de licores.
            Poder natural: Através de adequada manipulação e dosagem, pode ser utilizada no tratamento reumático, como antiinflamatório para os olhos, contra dores intestinais e contra oxiurose
-Artemísia (ou absinto): originária da Eurásia, possui aspecto esbranquiçado, é amarga e de forte aroma. A “Artemísia absinthium” produz um óleo verde e volátil que é o ingrediente básico do Absinto, um licor que pode, em altas doses, provocar convulsões epiléptiformes.
            Poder natural: Através de adequada manipulação e dosagem, pode ser utilizada contra cólicas menstruais, como desinfetante, como auxiliar no tratamento de epilepsia e para ativar a circulação.
-Arnica: Natural das regiões montanhosas da Europa. É bastante usada para combater as várias formas de traumatismos. É indicada nos casos de batidas, contusões, esmagamento, dores musculares, reumatismos, gota, etc. Facilita a reabsorção de líquido proporcionando rápido alívio das dores que se relacionam com essas alterações.
            Poder natural: Pode ser utilizada nas contusões, nos casos de traumatismo e para aliviar dores reumáticas.
-Anis: No Brasil pode ser confundido com o Funcho e o Aneto. Possui um óleo rico em Anetol. Esse óleo é tóxico em doses elevadas, mas em doses menores é inofensivo, sendo muito utilizado na produção de balas, doces e algumas bebidas.  A semente é utilizada em medicina natural. Estimula o trabalho gastrointestinal, combate diarréias, alivia cólicas intestinais e atua também como antiinflamatório.
            Poder natural: Suas propriedades servem para eliminar gases intestinais, estimular a digestão e combater o mau hálito.
-Alfazema: Planta arbustiva, largamente cultivada para a fabricação de perfumes, sabonetes e outros produtos cosméticos. Atua como antiespasmódico, anti-séptico urogenital, cicatrizante, diurético e vermífugo.
            O chá de Alfazema na Idade Média era denominado “lavanda” e era servido em travessas após as refeições.
            Poder natural: Pode ser utilizada contra leucorréia, no tratamento de bronquite e asma e no fortalecimento dos cabelos.
-Girassol: Suas flores se voltam para a direção da luz solar e vão girando sobre o pedúnculo ao longo do dia. Daí o nome “Girassol”.
             A parte mais utilizada da planta é a semente. Essa possui óleos insaturados, proteínas e carboidratos. O óleo de Girassol é amplamente utilizado na culinária, devido a seu valor nutritivo.
            Poder natural: É utilizado no alívio de dores de enxaquecas, como antigripal, como cicatrizante e para combater a febre.
            Todas as plantas medicinais que são benéficas e curativas podem também fazer mal à saúde. Para que haja bons resultados é necessário conhecê-las, prepará-las adequadamente e ministrá-las em doses corretas.
            O Patrimônio Genético existente na Flora da Biosfera possui genes que executam a síntese de produtos bioquímicos diversificados e complexos que devidamente compreendidos pela consciência, podem representar a prevenção e a cura de muitas doenças humanas. Todas as receitas estão gravadas no DNA das células de cada espécie, portanto, é imprescindível preservá-las, de preferência em  ecossistemas naturais. 

GIRASSOL

MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHà
COLUNA  TERRA SUSTENTÁVEL
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A resposta que calou o mundo. A internacionalização da Amazônia.


ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. 

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!