Imagens aceleradas sobre a preocupante ação do aquecimento global na antártica...preocupante,ação repercute no clima do Brasil com esse excesso de chuva ,principalmente no sudeste.
CLARIVIDÊNCIA DA REALIDADE: APRENDA A FALAR INGLÊS - CURSO AUTODIDATA ONLINE
CLARIVIDÊNCIA DA REALIDADE: APRENDA A FALAR INGLÊS - CURSO AUTODIDATA ONLINE: Todo mundo sabe que a língua inglesa é a segunda mais falada em todo o mundo. Ela é a mais utilizada nas relações internacionais...
AMAZÔNIA EM CHAMAS
A amazônia está em chamas! Precisamos salvar a amazônia!
O que fez esse movimento ascender?
Para alguns a resposta parece óbvia. Porém grandes obviedades podem ofuscar verdades mais profundas que só podem ser percebidas com um pouco mais de atenção.
Vamos analisar algumas verdades construídas essa semana... Me parece que a maioria das pessoas internalizaram as seguintes conclusões: 1- a amazônia está queimando como nunca ocorreu; 2- estas queimadas só ocorreram porque Bolsonaro está no poder; 3- as queimadas na amazônia brasileiras estão tão intensas que ocorreu uma chuva negra em São Paulo.
Se identificou com essas opiniões? Cuidado!
Não há problema algum em se preocupar com a amazônia. Alias, muito pelo contrário. Precisamos sim cuidar dela. Afinal, é uma grande riqueza que temos (grande parte está em nosso território). Porém o cuidado que alertei é em relação a outra coisa. Afinal, será que podemos chegas às conclusões 1, 2 e 3 que mencionei anteriormente?
1- na verdade as queimadas na amazônia acontecem todos os anos nesse período. Não há dados conclusivos para dizer que estas queimadas são piores que a de anos anteriores. Parece ser intensa mas já houve anos piores (Nota da NASA);
2- a expansão das fronteiras agrícolas é uma realidade que gera um progressivo aumento de atividade agropecuária na região da amazônia. Desta forma existe uma tendência de aumentar o desmatamento na amazônia devido ao aumento da demanda por mais áreas com atividade agrícola na região. Apesar deste governo sinalizar que entende essa necessidade, o fenômeno já acontecia e provavelmente continuaria com outros grupos no poder.
3- ao que tudo indica a influência das queimadas na amazônia brasileira foi muito pequena ou nula sobre a chuva negra em São Paulo. As imagens de satélites sugerem que outras queimadas no Paraguai e na Bolívia, mais alarmantes que as brasileiras, e outras queimadas em regiões canavieiras próximas a São Paulo teria sido as principais fontes do material da chuva.
Parece que, de uma forma sutil, algumas mentiras foram se solidificando e se tornando "verdades óbvias". Apontar o dedo e achar culpados não é uma tarefa difícil. Difícil é buscar soluções que contemplem a exploração consciente dos recursos naturais, sem ameaçar a integridade e funcionalidade da floresta amazônica.
É possível considerar que desmatamento e as queinadas parecem estar intensas, talvez acima da média ou dos últimos anos. Por outro lado também parece que não foi pior cenário. Os dados indicam que a aproximadamente uma década haviam níveis piores de queimadas.
Independente das respostas dessas indagações preservar a amazônia e qualquer outro bioma deve sempre ser a meta. Por outro lado a geração de energia e o desenvolvimento econômico também são processos fundamentais ao desenvolvimento da qualidade de vida média do povo brasileiro. Sendo assim não acho prudente colocaras questões amazônicas como discussão internacional. Isso pode estimular uma filosofia de intervenção nas políticas de relacionamento do brasileiro com a amazônia.
Temos que buscar seu uso consciente (pois sustentável se tornou um termo desgastado) e mostrar que podemos cuidar dela pois isso nos dará legitimidade para exercermos a posse dessa riqueza.
Lúcio Tovar (Agosto de 2019)
Lúcio Tovar (Agosto de 2019)
EM SINTONIA COM O FLUXO DA NATUREZA
MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ
COLUNA TERRA SUSTENTÁVEL
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COMO INTEGRAR OS CONHECIMENTOS
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VINTE ANOS DA LEI DAS ÁGUAS
MAURÍCIO TOVAR
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O RIO MEIA PONTE EM GOIÁS
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BIODIVERSIDADE E A TEIA ALIMENTAR NO ECOSSISTEMA

MAURÍCIO TOVAR
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A ÁGUA POTÁVEL DO PLANETA É DE TODOS OS SERES DA BIOSFERA
MAURÍCIO TOVAR
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CERRADO -UM BIOMA DE INTEGRAÇÃO BIOLÓGICA E ANTROPOLÓGICA
MAURÍCIO TOVAR
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A CIÊNCIA DESBANCA O RACISMO
Se tomarmos duas pessoas, ao acaso, a diferença do conjunto gênico de uma em relação ao conjunto gênico da outra não ultrapassará 0,1%, independentemente de qual seja a etnia de cada uma delas, portanto, no mínimo 99,9% dos genes existentes em todos os seres humanos são idênticos. Além disso, a pesquisa da genômica humana revelou que dentro daquela diferença de 0,1%, a maior parte – cerca de 90% – ocorre curiosamente entre os indivíduos que estão na mesma população, restando 5% para variações entre indivíduos de grupos populacionais distintos. Para se ter uma ideia do que isso significa, pode haver, por exemplo, mais diferenças genéticas entre dois indivíduos europeus de uma mesma população do que entre um indivíduo europeu e um africano. Não é possível dividir a espécie humana em raças porque a variabilidade genética em um mesmo grupo populacional é maior do que a existente entre indivíduos pertencentes a grupos populacionais diferentes.
Estudos sobre a origem do povo brasileiro, realizados pelo geneticista brasileiro Sérgio Danilo Pena, professor titular do Departamento de Bioquímica e professor da Pós Graduação em Biologia Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais, deixam claro que é impossível traçar algum perfil genético de raças dentro da população brasileira. A grande maioria das pessoas possui genes que foram herdados de ancestrais índios, negros e brancos, independentemente da cor da pele. Na prática, isso significa que uma pessoa pode ter a pele clara, mas a maior parte dos seus genes herdados serem de origem africana.
A variedade genética existente em uma espécie é extremamente importante para a sobrevivência dela, o que significa que a concepção de “raça pura” não é apenas absurda, é uma concepção indesejável e calcada na ignorância. Qualquer concepção focada na ideia de “purificação da raça” com o propósito de fazer com que os indivíduos humanos fiquem geneticamente muitíssimo semelhantes é absurda e representaria uma grave ameaça à sobrevivência da espécie.
A verdade é que a criação do conceito de raça serviu de pretexto para a justificação do preconceito e do racismo, da dominação e da exploração. Tal conceito, sem dúvida, é uma construção social desprovida de qualquer vestígio de validade científica. Portanto, qualquer atividade discriminatória nesse sentido, por ser injusta e geradora de violência e intolerância, deve ser veementemente repudiada e combatida através da aplicação da lei.
Conscientes de que somos todos de uma mesma espécie, podemos facilmente compreender que, independentemente da cor da pele, do sexo, da identidade religiosa ou da classe social, devemos, sem prevaricar, cooperar uns com os outros. A vacina contra o racismo é feita a partir da educação que valoriza a diversidade e aproxima as pessoas, na medida em que alicerça valores humanistas.
CIÊNCIA BUSCA A IMORTALIDADE
Em 2009, três pesquisadores radicados nos Estados Unidos ganharam o Prêmio Nobel de Medicina ao apresentarem um trabalho relevante sobre a causa do envelhecimento das nossas células. Obviamente, vários fatores concorrem para a degeneração celular, mas um dos fatores cruciais foi encontrado por eles – os “ telômeros” dos nossos cromossomos.
Quando a célula se divide para regenerar ou promover o crescimento de um tecido do corpo, as extremidades dos cromossomos representadas exatamente pelos telômeros vão sendo desgastadas sem que haja a reconstituição das partes que são progressivamente destruídas na medida em que as divisões celulares vão ocorrendo. Curiosamente, as células cancerosas que se dividem de forma desordenada conseguem reconstituir o telômero dos seus cromossomos, porque nelas a enzima Telomerase atua na reconstituição dos telômeros que são desgastados a cada divisão celular. Acontece que essas enzimas ativas nas células cancerosas infelizmente, são pouco produzidas nas células normais de um adulto.É essencialmente a enzima telomerase que impede que o tumor cancerígeno seja destruído após determinado crescimento, pois as células continuam sendo produzidas indefinidamente..
Algumas pesquisas com ratos mostraram que os grupos que possuíam mais telomerases nas células viviam 50% mais do que os que possuem menos telomerases.Entretanto, morriam posteriormente de câncer. Depois de algum tempo os pesquisadores conseguiram controlar a difusão das células cancerígenas em ratos viabilizando a pesquisa em seres humanos.
Segundo o geneticista britânico Aubrey de Grey, da Universidade de Cambridge, se for injetado periodicamente células-tronco em nosso corpo, elas passariam a produzir novas células com o potencial total para multiplicações celulares, pois seus telômeros não estariam desgastados, com isso, os tecidos e consequentemente os orgãos seriam constantemente renovados. “Faríamos um transplante periódico, e as células tronco seriam iguais às originais do nosso corpo, só que novas em folhas”, afirma Grey.O organismo permaneceria sempre jovem.
Na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – SP, o pâncreas de alguns voluntários ao tratamento para diabetes mellitus, quando recebeu células-tronco, respondeu sintetizando insulina e eles deixaram de ser dependentes de injeções diárias.A proposta de transplantes de células-tronco de Grey,como se vê, não está longe da realidade.
Atualmente, cientistas de vários países acreditam que daqui 40 a 50 anos não haverá expectativa de vida – para o Aubrey de Gray, geneticista da Universidade de Cambridge teremos um controle pleno sobre o processo de envelhecimento,de tal modo, que as pessoas poderão viver indefinidamente. Tal concepção não é mais considerada “ciência marginal” como antigamente, pois não é apenas especulativa, tanto que, algumas pesquisas nesse campo já foram premiadas com o Nobel.
Outro campo de pesquisa muito promissor é o da nanotecnologia. Muitos cientistas afirmam que para consertarmos qualquer defeito no organismo colocaremos “nano-robôs” dentro do corpo e eles executarão com precisão os reparos necessários. Alguns desses experimentos já foram realizados na Rice University, nos EUA. Os pesquisadores produziram micro cápsulas para conduzirem remédio pela corrente sanguínea até as células cancerígenas evitando que as células saudáveis fossem danificadas.
SAIBA MAIS…..
Sec. XVII => Antony Von Leeuwenhoeck descobre os micróbios.
1796 => Edward Jenner, médico Inglês testa a primeira vacina (o termo vacina vem de Vaca, pois elas tinham varíola mais branda que a humana)
Séc. XVIII => Pasteur sepulta a abiogênese e desenvolve um processo que mata micróbios – a Pasteurização.
1854 => Epidemia de cólera em Londres desdobra-se e determina o desenvolvimento do saneamento.
1859 => Mendel abre o caminho para o surgimento da Genética ao realizar cruzamentos com plantas de ervilha.
1929 => Alexander Fleming descobre o 1º Antibiótico, a Penicilina.
Em 1839 ele começa a ser administrado com êxito em humanos com infecções bacterianas.
1944 => Oswald Avery descobre que os genes não são proteínas, estão presentes na molécula de DNA.
1953 => Francis Crick e James Watson descobrem que a estrutura do DNA é uma dupla- hélice. Eles recebem o Nobel.
2003 => O Projeto Genoma Humano é concluído e abre caminho para uma melhor compreensão dos genes causadores de doenças no ser humano.
2009 => Os cientistas Jack W. Szostak,Carol W Greider e Elizabeth H. Blackburn ganham o Prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas de como a enzima TELOMERASE protege os cromossomos e lançam luz nos estudos sobre CÂNCER e sobre o processo de ENVELHECIMENTO.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL OU EXPLORAÇÃO IRRACIONAL
Desde 2000, a análise conhecida como “Dia da Sobrecarga da
Terra”, é calculada pela Global Foot Print Network. No primeiro ano que foi
calculada, o dia primeiro de outubro foi a data da sobrecarga. Isso equivale a
dizer que em 9 meses foram gastos recursos
naturais da Terra que deveriam sustentar a humanidade pelo período de um ano. Daquele ano para cá a data vem
retrocedendo, e nesse ano de 2014, no dia 19 de agosto, a pegada ecológica da
humanidade já havia consumido os recursos naturais para os 12 meses do ano.
Para que não houvesse débito ambiental, teríamos que ter um planeta e meio
gerando os recursos naturais que estão sendo consumidos pela humanidade.
O atual modelo de civilização está em xeque, pois o débito
ambiental crescente atesta que o caminho da sustentabilidade é apenas uma falácia que virou modismo. Mais de 80% da população humana está alocada
em países que consomem mais recursos naturais do que seus ecossistemas podem
ofertar.
Qualquer recurso financeiro, direta ou indiretamente, foi
produzido de recursos naturais, portanto, se estes estão sob ameaça de um colapso
ecológico, o setor econômico entra em crise.
Pegada Ecológica
Trata-se de uma metodologia que contabiliza a pressão que o
consumismo das populações humanas exerce sobre os recursos naturais existentes
no planeta. Ela possibilita a comparação de diferentes padrões de consumo para
verificar se esses padrões estão dentro da capacidade ecológica da Terra. A
unidade da pegada ecológica é o hectare Global (gHa). Um gHa significa um hectare
de produtividade média mundial para terras e águas produzidas em um ano.
Um outro conceito fundamental é o conceito de biocapacidade,
que representa a capacidade de um ecossistema produzir recursos úteis e
absorver os resíduos gerados pelo ser humano.
Atualmente a média mundial da pegada ecológica é de 2,7
hectares globais por pessoa, enquanto a biocapacidade disponível para cada ser
humano do planeta é de 1,8 hectare global.Como se vê, existe um déficit
ecológico que corresponde a 0,9 gha/cap. O atual padrão de consumo da
humanidade exige a oferta de recursos naturais de um planeta e meio, portanto,
na atual conjuntura não existe Desenvolvimento Sustentável, o que existe deve
ser chamado de Exploração Irracional da Natureza.
Entre 1970 e o ano de 2000 houve uma gigante perda de
biodiversidade na biosfera, cerca de 35%. Essa perda se compara com as cinco
grandes extinções que ocorreram no passado remoto da Terra, entretanto, não
causadas pelo ser humano.
MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ
COLUNA TERRA SUSTENTÁVEL
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AQUECIMENTO GLOBAL E PRODUÇÃO DE ALIMENTO
Em 2013, na Europa, uma onda de calor impactou sobre
algumas plantações e fez os preços dispararem. Em 2012, um período de seca e
calor nos EUA acarretou uma significativa redução na safra de milho. Isso nos
dá uma pequena amostra do problema do aquecimento global.
No início de 2013, um relatório feito por pesquisadores
da Escola de Economia de Londres e um grupo de pensadores de Washington citou a
necessidade de se criar um sistema de produção agrícola mais resistente às oscilações
térmicas para que não haja uma drástica redução de alimentos, pois o maior medo
em relação às mudanças climáticas se relaciona à desestabilização dos sistemas
produtores de alimentos e consequentemente, o aumento da fome no mundo.
No Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança
Climática, de 2007, o aquecimento global era considerado como algo que
provavelmente acarretaria benefícios para a agricultura em muitas regiões
favoráveis ao plantio de monoculturas. Posteriormente, foi possível obter
evidências de que algumas áreas apropriadas para o plantio de grãos estavam
reduzindo a produtividade e, as projeções eram de que o aquecimento global
deveria acarretar maiores efeitos deletérios. Como o dióxido de carbono é a principal
matéria prima para que as plantas produzam moléculas orgânicas, pensou-se que,
com o aumento desse gás na atmosfera aumentaria também a atividade fotossintética,
e consequentemente, a produtividade agrícola. Os testes feitos em estufas
artificiais apontavam nessa direção, entretanto, outros testes feitos
posteriormente, em condições naturais, mostravam evidências de outros estresses
nas plantas que eram provocados pelo aquecimento global.
Entre 2007 e 2008, os preços dos cereais aumentaram mais
do que o dobro em relação aos anos anteriores. Muitos países fecharam as portas
para as exportações de alimentos e aconteceram muitos tumultos em vários
países.
No recente Relatório da Comissão do Clima, em Yokohama,
no Japão – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas de 2014 – a
preocupação com a produção de alimentos se acentuou e houve Advertência sobre
os riscos de Abastecimento Alimentar.
PARA CONSTRUIR UMA TERRA SUSTENTÁVEL
O advento da Racionalidade Ambiental no âmbito da consciência
humana é imprescindível para que uma nova concepção existencial se materialize
nos cenários da convivência humana e na convivência do homem com a biosfera.
Ainda que belos e eloquentes discursos, recheados de uma terminologia
específica da questão ambiental, sejam cada vez mais constantes nas esferas
intelectuais, sem a metanóia para impulsionar o salto quântico capaz de romper a
cadeia contínua dos equívocos geradores de equívocos e mais equívocos, o futuro,ou
seja, o verdadeiramente novo, que não pode
ser a continuação do passado, não pode se apresentar.
A mente com sua mesma base condicionada e identificada sempre cai no
engodo da hipnose da expectativa quando adota como referencial uma
racionalidade mecanicista que ainda não se deu conta de que as complexas
interações que operam na biosfera da Terra expressam claramente um modelo de
auto regulação, como já o demonstraram o meteorologista da NASA, James Loveck e
a bióloga Lyn Margullis, portanto, devem ser encaradas como expressão de um
organismo vivo.
A difícil transposição no modo de pensar e de ver, reside no
fato do homem, em geral, não se dar conta de que muitas de ‘suas opiniões’ e concepções
adotadas resultaram de influências culturais e de condicionamentos acumulados
que não foram devidamente dimensionados. Num certo sentido, precisamos nos
livrar de ‘nós mesmos’ para nos encontrarmos em um nível mais profundo. Ao modo
de alguém que sobe num balão e contempla a paisagem antes percorrida por terra
e só nessa posição exaltada vê que toda ela é uma unidade, embora com diversas
nuances diferentes, o homem que vai vencendo a si mesmo, vai sentindo cada vez
mais a unidade que abarca as múltiplas facetas da vida.
Pedras amorfas, minerais,seres unicelulares, plantas,
animais, o homem, a Terra, o sistema solar, a via láctea e outras galáxias
expressam uma ordem de complexidade ascensional e a inteligência do homem pode
ser capaz de não apenas descrever isso intelectualmente, mas de sentir a
conexão de todas essas dimensões que coexistem e colaborar solidariamente em
favor dessa harmonia, deixando para traz, definitivamente, todas as ilusões
separatistas perpetuadas pela mente fragmentada.
CRISE AMBIENTAL E EDUCAÇÃO
Diante
de mudanças climáticas galopantes e com a crise ambiental, como ficará a sustentabilidade
da vida humana? É certo que a Terra, como planeta vivo, encontrará sua maneira
de se adaptar às novas condições estabelecidas pelas mudanças climáticas.
Junto
com a crise ambiental, que coloca a vida humana em risco, está também uma crise
moral que questiona o próprio sentido da vida humana. É preciso revisar a raiz
da árvore da vida que gerou a nossa civilização. Conhecer as causas da crise de
valores que fez surgir a crise ecológica que está continuamente a pressionar e
minar a epistemologia que alicerça a concepção dos nossos modos de vida.
A
crise ambiental é também a crise ontológica que nos convida a questionar o
nosso ensino-aprendizagem. A questão não se limita a informações sobre as
questões ambientais, como o aquecimento global, a poluição, a perda da biodiversidade
e outras, mas de descobrir suas causas profundas. Diante das incógnitas que se
avizinham é necessário desconstruir o pensamento culturalmente e socialmente
condicionado para que a mente possa pensar o impensado. Com os pensamentos impensados,
talvez possamos desconstruir toda a parafernália de teorias e práticas
exaustivamente repetitivas e deletérias no mundo.
Só a
utopia de um futuro sustentável não projetado por mentes cheias de entulhos de
conhecimentos que lhe foram amontoados durante séculos e séculos poderá ser o combustível
para nos levar ao verdadeiramente novo.
As Escolas
e Universidades não podem e não devem mais serem aparelhos ideológicos do estado
para reproduzirem uma realidade coisificada, devem ser os centros de produção
de sonhos utópicos,para nos auxiliar na libertação das jaulas das
racionalidades de uma ciência árida e orgulhosa de sua arrogância científica.
A
escola deve ser o lugar de produção de
uma vida rica em sentidos e significados onde sempre seja possível o sonho de
novos enigmas a decifrar.
MAURÍCIO TOVAR
MATÉRIA DO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ
COLUNA TERRA SUSTENTÁVEL
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ÁGUA – UM BEM METAINDIVIDUAL DE VALOR INIGUALÁVEL
Na
hidrosfera 97,5% da água se encontra nos mares e oceanos, portanto, a
porcentagem de água doce é de apenas 2,5%. Considerando a porção planetária de
água doce, apenas 0,3% corresponde aos rios e lagos, já que a maior parte está nas geleiras e nos reservatórios
subterrâneos.
No Brasil
o volume de água utilizada para produzir alimento, atender as indústrias e as
necessidades domésticas equivale a cerca de 1,4 milhões de litros “per capita”
ao ano e mais de 80% desse consumo anual é decorrente da atividade
agropecuária.
O crescimento da população brasileira nos
próximos 40 anos é estimado em 30% e o desafio para o futuro será conseguir
aumentar a produção de alimentos sem aumentar desmatamento e sem promover
gastos adicionais de água para o setor agropecuário, até porque, o desmatamento
pode acarretar destruição de berçários de água, que, por sua vez, sustentam
hidricamente a própria atividade agropecuária.
Por
ser um grande celeiro de grãos, o centro-oeste não pode mais expandir
desordenadamente sua fronteira agropecuária, pois o pouco do Cerrado que se
encontra preservado e íntegro é detentor das nascentes de água que são
imprescindíveis à produção de alimentos em seu solo e para garantir o aumento
do volume das águas de muitos rios das principais bacias hidrográficas
brasileiras. Caso as nascentes sejam preservadas juntamente com as matas de
galerias, as condições para uma boa produtividade permanecerão. Caso contrário,
perde-se a eco viabilidade, e com o tempo, a produtividade cairá
inexoravelmente.
Estudos
climatológicos atestam mudanças radicais no ciclo hidrológico planetário.
Alguns rios – antes perenes – agora secam antes de atingir o mar. Desde 1985 o
rio Amarelo, importante rio da civilização chinesa, está secando
intermitentemente e o portentoso rio Nilo está minguando suas águas ao se
aproximar do mar mediterrâneo.
Devido
à progressiva degradação de biomas e ecossistemas, em decorrência de novas
ocupações humanas desordenadas e sem planejamento, o conjunto de atividades
antrópicas impacta sobre o meio ambiente alterando temperatura, comprometendo o
abastecimento de águas subterrâneas no processo de percolação e alterando o
ritmo evapotranspiração. Como consequência certas regiões passam a ter escassez
de água, enquanto outras recebem carga excessiva.
Com
a descoberta do maior aquífero do mundo – o “Alter do Chão”, inteiramente
brasileiro e situado nos subterrâneos da Floresta Amazônica - o Brasil, que já
era um País agraciado em água doce, passa a ser a nação
com maior reserva de água potável do
planeta, dentro de um cenário mundial que, através do relatório do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU de 2014 ( IPCC ),prevê uma
redução significativa de recursos de água de superfície e subterrânea na
maioria das regiões subtropicais da Terra.
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